Caboclinho enfrenta nova audiência
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quinta-feira, 13 de julho de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
O empresário Joarez França Costa, o Caboclinho, enfrentou ontem mais uma audiência no Fórum de Rio Branco do Sul (Região Metropolitana de Curitiba). Ele responde processo por ter supostamente mandado matar o autônomo Gezael Cubas, que trabalhava no setor de venda de peças de carros usados no município. Antonio Luiz Silva, o Zóio, é acusado de ser o pistoleiro de Caboclinho. Ele teria assassinado Cubas em novembro. Agora, os advogados de defesa dos acusados estão apresentando uma versão diferente para os fatos.
Uma nova testemunha, identificada como Hélio Osmário Rodrigues de Melo, garante ter visto Salvador de Faria, irmão do prefeito de Itaperuçu, município vizinho a Rio Branco do Sul, com outros dois homens no dia do crime. Os três teriam seguido Gezael Cubas. O advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto, que defende Caboclinho, não quis dar detalhes sobre o depoimento da testemunha. Disse apenas que não tem a intenção de esclarecer a opinião pública ou a imprensa. Eu só tenho que convencer ao juiz de que os dois não mataram Gezael Cubas. Queremos ganhar esta causa e só nos pronunciaremos nos autos, afirmou ele.
Ontem, Salvador de Faria foi ouvido e negou todas as declarações dadas por Hélio Osmário de Melo. Ele disse que nunca teve qualquer relação com o Gezael e a família dele. Tenho a impressão que a defesa quer desviar a atenção do juiz da verdadeira autoria do homicídio, afirmou Cláudio Dalledone, assistente de acusação e advogado da família de Gezael Cubas.
O próximo depoimento sobre o caso está marcado para o dia 31, às 13h30, quando o major Valdir Copetti Neves, do Comando de Policiamento do Interior (CPI), deverá depor na Vara de Precatória Criminal. O major Neves foi um dos policiais que trabalharam na investigação dos desmanches de carros roubados no Paraná.


