Curitiba - O empresário Joarez França Costa, conhecido como ''Caboclinho'' e acusado de ser um dos maiores comerciantes de desmanche de carros furtados no Paraná, cumpre prisão preventiva na Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP), na Região Metropolitana de Curitiba. Ele foi transferido no início deste mês para a área de isolamento, onde deverá permanecer até o início de outubro.
De acordo com o coordenador do Departamento Penitenciário (Depen), Divonzir Mafra, Caboclinho é preso condenado e não justificava mais sua permanência, desde 2000, no Centro de Observação Criminológica e Triagem (COT) da Prisão Provisória de Curitiba (PPC). Ele foi preso depois da passagem da CPI do Narcotráfico pelo Paraná. Investigações realizadas pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) culminaram na prisão de Caboclinho. ''Ele é uma pessoa muito visada e tínhamos que tomar uma medida de segurança para garantir a tranquilidade do COT e a vida do Caboclinho'', justificou Mafra.
Por enquanto, Caboclinho permanece confinado até que o Depen analise os presos que estão detidos na PEP e as alas de menores risco. ''Para segurança da unidade e do preso, deixamos o Caboclinho em isolamento por 30 dias. Neste período, a gente analisa todas as alas do presídio e verifica onde ele ficará instalado. Temos que ter cuidado redobrado para que ele não permaneça numa ala onde estejam presos antigos desafetos'', argumentou o coordenador do Depen.
Caboclinho foi preso por co-autoria no assassinato de Jesael Cuba, em novembro de 1999. Ele teria sido o autor intelectual do homicídio, que teria sido praticado por Antonio Luiz da Silva, o ''Zóio'', apontado como pistoleiro da região de Rio Branco do Sul. Os dois estão sendo defendidos por Luiz Fernando Martins Bonette em outros processos por homicídio duplamente qualificado e sequestro.

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