Kraw PenasCabo Borges: o fundamental é preparar os futuros motoristasAs crianças de Curitiba já recebiam orientações para serem melhores motoristas e evitar acidentes quando nem se pensava na possibilidade de incluir a educação no trânsito no currículo das escolas. O cabo Pedro Borges, 45 anos, trabalha com o tema junto às crianças há 18 anos. Ele, que já fez cerca de 2,1 mil palestras para aproximadamente 145 mil crianças, virou até personagem de um gibi educativo. ‘‘Temos de lembrar que as crianças serão os motoristas de amanh㒒, diz.
Nesta semana, mais 1,1 mil crianças - com idades entre 4 e 12 anos - de escolas municipais, estaduais e particulares serão orientadas por Borges. A atividade, que faz parte da Semana Nacional de Trânsito, incluirá palestras e atividades práticas. Os alunos vão aprender o significado das placas de sinalização e andar em mini-bugues na cidade de trânsito mirim do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). ‘‘Orientar é fundamental porque ninguém tem o direito de cobrar nada sem ter ensinado antes,’’ afirma Borges.
Diversão - Segundo Borges, ser transformado em personagem de história em quadrinhos foi uma grande homenagem. ‘‘Foi o maior reconhecimento de anos de dedicação à educação das crianças.’’ Ele é personagem do gibi Curitibinha Trânsito, do cartunista Marcos Vaz, que começou a ser distribuído no ano passado para os alunos de 1ª a 4ª série da rede municipal. Produzido pela Secretaria Municipal de Educação e pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR), o gibi traz dicas sobre o comportamento correto dos pedestres e orientações para evitar atropelamentos. Somente entre janeiro e agosto deste ano, 319 menores foram atropelados na capital.
O gibi ensina as crianças como atravessar a rua com segurança sem a ajuda de adultos e em locais onde não há semáforo ou faixa de segurança. ‘‘A historinha também mostra como usar corretamente esses equipamentos e como interpretar os gestos dos policiais de trânsito’’, explica Borges. ‘‘Investir na educação das crianças é a forma mais segura de garantir um trânsito menos violento no futuro’’, afirma Borges. (A.V.)

mockup