''Cabines reduzem violência sexual''
Dimitri do Valle
De Curitiba
O empresário Jorge Belém defendeu ontem que o Sex Cine Privê - uma casa especializada na exibição de vídeos pornôs em cabines individuais - é um estabelecimento capaz de conter os tarados de plantão nas ruas de Curitiba. Isso aqui acaba reduzindo a violência sexual, justifica. A existência do estabelecimento na capital foi mostrada na edição de ontem da Folha. O cara que está com muito desejo pode chegar aqui, com toda a privacidade, e se aliviar, afirma.
Belém diz que importou a idéia de São Paulo e do Rio de Janeiro. São 13 cabines equipadas com aparelhos de tevê que veiculam filmes em 14 canais disponíveis. Cada ficha inserida no lado direito do aparelho dá direito a seis minutos de exibição de cenas de sexo explícito. Cada cabine tem lixeira e papel higiênico. O empresário explica que é uma maneira de manter a higiene do local. Sem o papel higiênico, o pessoal se excita e isso pode dar muito trabalho para a faxineira, explica.
Em média, cerca de 120 fregueses frequentam o Sex Cine Privê diariamente. O público é formado estritamente por homens. A vantagem em relação as vídeo locadoras especializadas e aos cinemas pornôs, segundo Belém, é de que o frequentador não precisa se expor para ninguém. A diferença é que aqui ele não se expõe, tem privacidade com 14 filmes à disposição, diz. O empresário, que atua no ramo de alimentação, acredita que o investimento de cerca de R$ 5 mil pode dar certo. No Rio e em São Paulo tem muitos destes. Por que não pode dar certo em Curitiba?, indaga.
O superintendente da Secretaria municipal de Urbanismo, Luiz Fernando Jamur, informou que o Sex Cine Privê teve a liberação para abrir as portas expedida pelo Conselho Municipal de Urbanismo. No entanto, Jamur diz que o empresário Jorge Belém será notificado a apresentar o alvará de funcionamento, documento que ele ainda não dispõe.





