‘‘Morei em São Paulo durante 22 anos e nunca fui assaltada. Estou em Londrina há apenas cinco anos e já tentaram roubar minha casa várias vezes. Ontem, fui roubada em um cemitério, à luz do meio-dia. É inacreditável.’’ O desabafo é da cabeleireira Francisca Pereira da Costa, que teve sua bolsa roubada por volta das 11 horas de ontem, no Cemitério Jardim da Saudade, região dos Cinco Conjuntos, na zona norte.
Francisca contou à Folha que o túmulo da família foi depredado. Ontem, ela foi ao cemitério colocar o vidro da porta da capela. ‘‘Coloquei a bolsa em cima do túmulo e iniciei o trabalho. Fazendo barulho acabei não ouvindo nada. Ao querer pegar um cigarro, percebi que ela havia desaparecido.’’
A cabeleireira contou, ainda, que havia umas seis pessoas no cemitério, próximas ao Cruzeiro, mas todos disseram que não viram nada. Então, Francisca chamou a Polícia. Os PMs vasculharam o cemitério e encontraram a bolsa a cerca de 20 metros abaixo da capela da família.
De acordo com a reclamante, o ladrão levou dois talões de cheque, do Banco do Brasil (agência de São Paulo) e da Caixa Econômica Federal, cartões de crédito, todos os documentos e trezentos e setenta e cinco reais em dinheiro. ‘‘Deixaram a bolsa apenas com objetos de uso pessoal’’, detalhou a cabeleireira, indignada com a falta de segurança do cemitério da zona norte e também da cidade.
‘‘É lamentável a insegurança. Já ocorreram todos os absurdos no Cemitério Jardim da Saudade: depredação de túmulos, violação de corpos sepultados e até roubo’’, queixou-se Francisca, em tom de denúncia. ‘‘Já não aguento mais. Vou-me embora daqui.’’Mario CesarVítimaFrancisca da Costa está indignada com o furto: ‘Não aguento mais. Vou-me embora daqui’Áureo Nogueira

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