Cabeleireira quer R$ 80 mil de indenização da prefeitura
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 01 de julho de 1997
Guilherme Pupo 
Curitiba
A Prefeitura de Curitiba pode ser condenada a pagar uma indenização de R$ 80 mil e uma pensão mensal de R$ 800,00 para a cabelereira Dulciliani Aparecida Ongaro. Ela entrou com uma ação na Justiça por danos patrimoniais e morais após ter caído de um ônibus que integra o transporte coletivo da cidade.
O acidente ocorreu em julho de 1995, em um ônibus expresso que fazia a linha Centro-Santa Cândida. A cabelereira estava descendo do ônibus, mas o motorista acelerou enquanto ela ainda estava nos degraus e ela caiu entre a rua e o meio-fio. Na queda, Dulciliani fraturou o tornozelo.
Ela alega que após o acidente não pôde mais trabalhar como antes, já que atuava em pé e as dores a incomodavam. Agora, é obrigada a trabalhar sentada, o que a impede de executar certas tarefas. Segundo o advogado da cabelereira, Adel El Tasse, a pensão mensal deve ser paga enquanto durar a impossibilidade de Dulciliani desempenhar integralmente sua função profissional.
O advogado disse que a intenção era processar a empresa de transporte coletivo responsável pelo ônibus, mas informou que por meio da prefeitura não conseguiu descobrir o nome. Resolvemos entrar com a ação contra a prefeitura, que poderá chamar a empresa para participar do processo, explica ele. A Urbs, gerenciadora do transporte coletivo na cidade, não soube informar qual é a empresa envolvida no caso.
O procurador geral do município disse que só vai se manifestar quando receber oficialmente a ação indenizatória. O processo foi aberto na sexta-feira passada e deve demorar entre 15 e 30 dias para chegar à prefeitura. A questão é julgar se a má conduta profissional do motorista envolvido no caso é responsabilidade da empresa que o contratou ou da prefeitura, como controladora do transporte urbano. A data do julgamento ainda não está marcada.


