Cabeleireira leva tiro no centro de Londrina
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quarta-feira, 24 de setembro de 2003
Emerson Dias<br>Reportagem Local 
O movimento de carros e pedestres em pleno meio-dia de ontem em Londrina não evitou que a cabeleireira Leonice Bueno dos Santos, 26 anos, fosse baleada no cruzamento das avenidas Juscelino Kubitschek e Duque de Caxias (área central). A principal suspeita levantada pela polícia é de crime passional, envolvendo o ex-namorado da vítima.
Leonice trabalhava em um salão de beleza da Duque de Caxias e teria saído para buscar um lanche quando um homem chegou atirando pelas costas. Os disparos atingiram a cabeça da vítima, que foi encaminhada ao Hospital Evangélico em estado grave.
Segundo testemunhas, o atirador fugiu em um Fiat Palio cor chumbo, placas AJG-3624. A irmã da cabeleireira, Márcia dos Santos, 32, afirmou que o autor dos disparos seria Eliseu Pereira dos Santos, de 43 anos, ex-companheiro da vítima. ''Ele estava perseguindo a Leonice desde a separação. Semana passada, ela teve que sair em uma viatura policial porque o Eliseu estava cercando a nossa casa'', afirmou Márcia, bastante abalada.
As colegas da vítima também confirmaram as ameaças do ex-namorado e estavam inconformadas com a maneira como o crime aconteceu. ''Como é que pode alguém fazer isso em plena luz do dia e na frente de todo mundo?'', questionou a cebeleireira Elza Gabriel. Leonice estava separada de Eliseu há oito meses. De acordo com as colegas, o ex-namorado ameaçava-a e a seus dois filhos de uma união anterior caso não recuasse na separação.
O delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial, Márcio Vinícius Amaro, disse que uma equipe de investigadores esteve na casa do suspeito, mas não o encontrou. A família informou que ele vem passando por problemas psicológicos e tomando medicamentos anti-depressivos. O delegado completou que na Delegacia da Mulher existe contra Eliseu uma denúncia de ameaça. Ele não soube dizer se foi Leonice quem registrou a queixa.
De acordo com a Assessoria de Comunicação do Evangélico, até o final da tarde de ontem, a cabelereira permanecia sedada, em estado grave, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Por causa da gravidade, não foi possível retirar o projétil de sua cabeça. (Colaborou Gilmar Agassi)


