Cabecinha troca tiros com polícia após assaltar a casa de engenheiro
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sexta-feira, 27 de dezembro de 1996
Paulo Ubiratan 
O ladrão Claudino Aurelino dos Santos, 24 anos, conhecido por Cabecinha, formou uma verdadeira confusão na região central, na madrugada de ontem, trocando tiros com a polícia, depois de assaltar uma residência e apavorar uma família. Cabecinha foi perseguido por nove viaturas da Polícia Militar e conseguiu fugir ao cerco policial, na rua Brasil.
O ladrão estava dirigindo o Golf importado que havia roubado do engenheiro José Saturo Nogai. Percebendo o bloqueio policial, o ladrão retornou na contra-mão pela rua Brasil e chocou o carro contra uma Parati que vinha em sentido contrário. Ninguém saiu ferido, mas os dois veículos ficaram totalmente destruídos. A vítima contou que o carro não estava no seguro. A polícia tomou conhecimento que, durante a fuga, Cabecinha foi mordido por cães, quando tentava invadir o pátio de uma residência nas proximidades do acidente.
Antes da perseguição, o ladrão invadiu a casa do engenheiro Nogai, no jardim Santo Antonio (área central), escalando um muro com seis metros de altura. A escalada chegou a impressionar a polícia, pois Cabecinha tem somente 1,55 metro de altura. O engenheiro, a esposa e mais dois filhos do casal estavam dormindo.
Além do Golf que estava na garagem, foram roubados dois videocassetes, uma televisão em cores e R$ 200 em dinheiro. A família foi trancada em um dos quartos sob ameça de um revólver que estava com o ladrão.
Segundo Nogai, somente Cabecinha foi visto na casa. No entanto, quando já estava trancada no quarto, toda a família ouviu ele conversar com outras pessoas. O engenheiro acha que os outros ladrões entraram depois na residência.
A Polícia Militar deteve, no conjunto Novo Amparo (zona leste), Ezequiel Pereira da Silva, 24 anos, Valdecir da Silva, 18 anos, e a menor A.P., 16 anos, suspeitos de serem comparsas de Cabecinha. Na casa de Ezequiel foram encontrados alguns produtos roubados na casa do engenheiro. Como não foi comprovado o envolvimento dos suspeitos, eles foram ouvidos pelo delegado Nasser Salmen, que estava de plantão na 10ª SDP. Ele os ouviu e depois os libertou.
Cabecinha tem uma longa ficha policial e já chegou a ser conhecido como o terror do Novo Amparo, onde sempre foi o seu reduto. Conforme registros da 10ª SDP, sua vida criminal começou com pequenos furtos em lojas quando ele tinha 10 anos. Quando menor, Cabecinha esteve internado mais de 20 vezes no Instituto Queiroz Filho, em Curitiba, entidade para recuperar menores infratores. Há menos de dois meses, o ladrão fugiu do 5º Distrito Policial onde estava preso acusado por crime de assalto.


