Caapsml pretende enxugar farmácia
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quinta-feira, 16 de outubro de 1997
Célia Baroni 
Londrina
Paulo WolfgangEm reformaA farmácia da Caapsml, que fica no edifício Tuparandi, bem no centro da Cidade: muitos funcionários e prejuízo neste anoA Caixa de Assistência de Aposentadoria e Pensão dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml) vai reduzir o quadro de funcionários da farmácia que mantém no edifício Tuparandi (centro) desde 1970. Esta semana, o superintendente da Caapsml, José Roberto Fróes da Mota, cedeu 11 dos 53 funcionários da farmácia para a Autarquia Municipal de Saúde. A medida, garante Mota, faz parte de um programa de reforma administrativa que pretende torná-la economicamente viável. A Caapsml é uma autarquia municipal e todos os seus funcionários são servidores públicos.
Segundo Mota, a farmácia fechou o balancete do ano passado com 1% de lucro e, nos primeiros nove meses deste ano já contabilizou um prejuízo de 5,4%. Um dos motivos, na avaliação do superintendente, é que o quadro de funcionários da farmácia estava inchado. A farmácia que tem mais funcionários em Londrina, explica Mota, tem 18 funcionários e atende 24 horas por dia. A farmácia da Caapsml conta com 53 funcionários - 12 no atendimento ao público e 41 na parte administrativa.
A farmácia da Caapsml, que concentra os setores de atendimento e administrativo, ocupa cerca de 700 metros quadrados do primeiro andar do edifício Tuparandi. De acordo com a autarquia, 80% dos cerca de seis mil servidores municipais compram na farmácia - os remédios são descontados na folha de pagamento. O volume de compras por pessoa é três vezes maior que a média das farmácias do País. Cada pessoa que entra na farmácia da Caapsml gasta R$ 20,50, contra uma média de R$ 7,50 em outras farmácias.
A farmácia vende bem e tem preços altamente competitivos. Mas o custo da máquina é muito alto, argumenta. O superintendente afirma que os salários dos funcionários da farmácia variam entre R$ 500,00 e R$ 900,00, três vezes mais que os praticados nas outras farmácias. Os funcionários cedidos são ótimos profissionais, mas serão melhor aproveitados na Autarquia Municipal de Saúde, acredita Mota.
Além da redução do quadro de funcionários, Mota diz que haverá remanejamento de funções entre os que ficarem. O número de atendentes vai aumentar e o número de funcionários administrativos será reduzido. O atendimento ao usuário da farmácia vai ficar melhor, garante. O espaço físico ocupado pela administração também vai diminuir. Ontem já foram liberados 250 metros quadrados de salas, que serão alugadas para gerar renda. A área da farmácia não vai ser alterada.
O superintendente aposta ainda no sucesso da filial da farmácia, aberta há cerca de dois meses no prédio da Caapsml, na avenida Duque de Caxias (próximo à Prefeitura). A expectativa é, com a abertura da nova unidade, aumentar as vendas em 25%. Mota pretende, com a reforma administrativa, zerar o déficit até janeiro e espera poder retomar os investimentos na melhoria do atendimento aos usuários dos serviços, também a partir do 98.


