Caapsml amanhece de portas fechadas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 29 de agosto de 2006
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
Pacientes e servidores da Caixa de Assistência de Aposentadoria e Pensão dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml) ficaram do lado de fora da entidade porque as portas estavam trancadas na manhã de ontem. A autarquia atende aproximadamente 8.500 usuários na cidade.
Segundo funcionários que não quiseram se identificar, a decisão de fechar foi tomada por diretores da Caapsmel em retaliação à decisão de aderir a paralisação. ''Desde o começo da greve as atividades estavam paralisadas porque a superintendência fechou o prédio. Então, fomos trabalhar provisoriamente na Secretaria Municipal de Agricultura. Na última segunda-feira chamaram a gente para trabalhar aqui, chegamos a marcar consultas, mas hoje chegamos aqui e estava tudo fechado'', explicou uma funcionária que não quis se identificar.
A usuária do plano, Roseli de Almeida, esperava para pegar uma guia de exame. Disse que uma funcionária da Caapsml havia ligado para avisar que as consultas de fisioterapia seriam retomadas. ''Me disseram que sim, por isso vim cedo para pegar minha guia para exame de sangue. Mas pelo visto perdi meu tempo'', afirmou.
A diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv), Ana Cristina Pialarice Giordan, afirmou que um escala mínima de atendimento havia sido aprovada pelos funcionários da Caapsmel, mas que a administração da autarquia não aceitou e fechou a sede da entidade. ''Eles trancaram a porta e trocaram a senha do alarme para os trabalhadores não poderem entrar. Então por que os chamaram ontem (segunda) e agendaram consultas?'', questionou.
O diretor de Saúde da Caapsml, João Carlos Barbosa Perez, explicou que a decisão de fechar as portas foi tomada pelas chefias, gerências e superintendência da instituição. ''Nós queremos trabalhar, mas sem piquetes'', justificou. O presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, disse que os sindicalistas não estão fazendo piquete e que a decisão de optar por uma escala mínima de trabalho foi dos funcionários da Caapsml em assembléia.
O superintendente da autarquia, Eduardo Tolomeotti, estava em Curitiba ontem, e por telefone, afirmou desconhecer os motivos do fechamento da sede. ''Até quando eu saí daí, estávamos trabalhando provisoriamente na Secretaria de Agricultura porque os piqueteiros não deixavam nossos funcionários trabalharem. Nós queremos o atendimento normal'', enfatizou.


