Sid Sauer
De Campo Mourão
O prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PPS), disse ontem que vai manter irretocável o projeto de revitalização das praças Getúlio Vargas e São José, no centro da cidade, que inclui a demolição do coreto. A afirmação foi feita durante apresentação à imprensa do projeto de revitalização das duas praças. ‘‘Moro em Campo Mourão há 40 anos e sei melhor do que ninguém sobre o coreto’’, disse o prefeito.
O projeto prevê uma mudança radical nas duas praças, incluindo a reabertura parcial de um trecho da Rua Brasil fechado há 20 anos, a retirada do posto telefônico, de todos os quiosques e até a criação de um espaço para manifestações populares com capacidade para cerca de 6 mil pessoas. A questão mais polêmica é a destruição do coreto, que é uma das poucas obras públicas da cidade que tem mais de 40 anos.
‘‘Quem critica o fim do coreto é porque ainda não conhece o projeto de revitalização das praças’’, argumenta Tezelli, que é o primeiro prefeito de Campo Mourão que nasceu no próprio município.
O arquiteto Celso Tanaka, que elaborou o projeto, disse que optou por retirar o coreto porque preferiu modernizar as duas praças. ‘‘O coreto é feio, não tem utilidade e só iria prejudicar o visual da nova praça’’, ressaltou. A sugestão da prefeitura é que a memória do coreto seja mantida através de fotos e filmes em vídeo no museu. ‘‘O projeto ressalta outros aspectos históricos, como o chafariz’’, disse a secretária do Planejamento, Ricardina Dias. As obras na praça podem começar ainda este ano e vão custar cerca de R$ 450 mil.
Ontem, a Procuradoria-Geral da prefeitura divulgou que não precisa mais de autorização da Câmara de Vereadores para a demolição do coreto. É que a lei municipal aprovada em 1993 apenas autorizava a prefeitura a tombar o coreto e o chafariz como patrimônio histórico da cidade, o que nunca foi feito. O artigo 176 da Lei Orgânica diz que o município deve preservar o seu patrimônio histórico e cultural.

mockup