Uma série de ações em conjunto começaram a ser tomadas em Campo Mourão pela Secretaria Municipal do Bem Estar Social, Conselho Tutelar, 11º Batalhão da Polícia Militar e 16ª Subdivisão Policial para combater os pontos de prostituição nas ruas e praças centrais da cidade. Os quatro órgãos alegam que a presença de prostitutas e travestis nas proximidades da rodoviária ‘‘aumentou muito’’ nos últimos meses, gerando transtornos e reclamações dos moradores.
‘‘A comunidade questiona frenquentemente as ações de desocupados em locais públicos de grande fluxo de pessoas, pedindo providências para acabar com esse tipo de abuso’’, diz a assistente social da prefeitura, Ivone Maggioni Fiori. No mês passado, um grupo de 70 moradores da área central chegou a enviar um abaixo-assinado ao Ministério Público pedindo providências e alegando que ‘‘atos obscenos’’ estavam acontecendo em plena rua.
Os moradores que assinaram o documento se intitularam ‘‘movimento em prol da moralidade’’. Entre outros pedidos, alertam os donos de terrenos baldios existentes na área para mantê-los limpos e murados, sob a alegação de que estariam sendo usados para relações sexuais de prostitutas e homossexuais. O promotor Guilherme Maranhão Sobrinho encaminhou o caso para a prefeitura e a PM resolver.
No trabalho em conjunto, que começou a ser realizado este mês, o Conselho Tutelar fiscaliza a prostituição infantil. As crianças e adolescentes encontradas nas ações de repressão à prostituição são encaminhadas para suas famílias, para a escola e para programas sociais mantidos pela prefeitura. A Polícia Militar, por enquanto, está fazendo um trabalho de orientação às prostitutas e homossexuais para que eles deixem de realizar ‘‘trottoir’’ em locais públicos.
Segundo a polícia, os casos de reincidência são encaminhados para a 16ª SDP, onde as prostitutas são fichadas. A idéia é fazer com que a cada nova abordagem quem já estiver fichado seja preso em flagrante por crime contra a sociedade, sujeito a penas mais severas do que uma simples detenção. ‘‘A migração de prostitutas e homossexuais de outras cidades aumentou nos últimos meses’’, salienta Ivone Maggione.
Para tentar impedir a prostituição infantil, a prefeitura mantém duas escolas de meninas e o programa de extensão curricular em três áreas da periferia. Além disso, existem convênios com entidades sociais, como a Associação de Meninos, o Abrigo Mão Cooperadora, o Orfanato Dom Bosco e o Lar Agape. Ao mesmo tempo, a prefeitura oferece atividades educativas, esportivas e recreativas, além de cursos profissionalizantes na Secretaria do Bem Estar Social.

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