C. Mourão reivindica mais segurança
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de abril de 1999
Sid Sauer 
O Conselho Municipal de Segurança de Campo Mourão está distribuindo uma carta aberta à população reclamando da indiferença do governo do Estado para os pedidos feitos à Secretaria de Segurança Pública. Assinada pelo presidente do conselho, o advogado Luiz Gonzaga de Oliveira Aguiar, e representantes de outras 15 entidades, incluindo o prefeito Tauillo Tezelli (PPS), a carta diz que Campo Mourão está esquecida pelo governo.
O manifesto foi a forma escolhida pelo Conselho Municipal de Segurança para divulgar à comunidade a forma como os dirigentes do Estado do Paraná têm deixado a segurança da nossa cidade no esquecimento, frisa um trecho da carta aberta. O documento ressalta que o secretário Cândido Martins de Oliveira negou a maioria dos pedidos feitos durante reunião realizada no dia 29 de março e não cumpriu a promessa de enviar à cidade, já no dia seguinte, uma equipe do Comando de Operações Especiais (Cope) da Polícia Civil.
O aumento do número de crimes violentos em nossa cidade criou um clima de insegurança e intranquilidade, destaca outro trecho da carta aberta. Diante dessa situação alarmante, restou a estas lideranças representantes dos mais variados segmentos partir rumo à capital e pleitear uma medida enérgica e rápida do governo do Estado através da Secretaria de Segurança Pública, acresenta. Fomos tratados com indiferença, conclui.
As queixas contra a falta de segurança em Campo Mourão começaram no final do ano passado, quando aconteceram uma série de assaltos violentos a residências, e se intensificaram há pouco mais de um mês, quando um desses assaltos terminou com o assassinato do empresário Arnaldo Walter Bronzel, de 61 anos. Na época, o prefeito Tauillo Tezelli ameaçou pedir a troca do comando das polícias Civil e Militar se os crimes não fossem resolvidos a curto prazo.
As polícias se defenderam alegando falta, principalmente, de pessoal. O delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial Roberval Butaccini também reclama da precária situação da cadeia, que facilita as fugas. O principal suspeito pela morte de Bronzel, por exemplo, fugiu da cadeia de Campo Mourão em dezembro. A reforma da cadeia e a contratação de investigadores e escrivães para a Polícia Civil foram alguns dos pedidos levados ao governo.
Assinam a carta entidades como OAB, Rotary Club, Lyons Club, Lojas Maçônicas, Associação Comercial e Industrial, Câmara de Dirigentes Lojistas, Fiep - Coordenadoria Regional, Conselho da Mulher Executiva, Associação Médica, Prefeitura e Câmara de Vereadores.


