Levantamento realizado pela primeira vez em Campo Mourão revelou que 8,63% dos imóveis da cidade têm focos do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. ‘‘Isso significa que se alguém vier com a doença para Campo Mourão, o risco de uma epidemia é altíssimo’’, disse ontem a secretária municipal da Saúde, Rosemeire do Carmo Martelo.
‘‘Foi a primeira vez que todos os imóveis da cidade foram visitados pelos agentes de saúde’’, informou Rosemeire. Nos levantamentos anteriores, eram visitados, no máximo, 33% dos domicílios. No total, foram visitados 27.215 imóveis, incluindo terrenos baldios e prédios comerciais, sendo que 2.350 tinham focos do mosquito. Em outros 804 imóveis foram achados focos do Aedes albopictus, um mosquito menos nocivo que também transmite a dengue.
Para Rosemeire, o índice de 8,63%, apesar de ser praticamente a metade dos 15,82% registrados no ano passado, é preocupante. ‘‘O índice aceitável é de apenas 1%’’, ressaltou. Das 33 regiões em que a cidade foi dividida, houve aumento do mosquito em quatro delas.
Apenas duas regiões - Usina Mourão e Alto Alegre, ambas na zona rural - não tiveram registrada a presença do mosquito. Em compensação, elas detêm o maior percentual do Aedes albopictus - 12,82% e 21,62%, respectivamente. ‘‘Parece que as pessoas se acomodaram e passaram a se descuidar no combate ao mosquisto’’, lamentou Rosemeire.
O último caso de dengue registrado em Campo Mourão foi no ano passado, com uma pessoa que contraiu a doença no Mato Grosso. Este ano, o único caso suspeito já foi descartado. A Secretaria de Saúde montou um laboratório que faz os exames dos focos do Aedes aegypti, o que até o início deste ano tinha que ser feito em Maringá.

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