Governo interativo. Essa foi a novidade anunciada pelo prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PSDB), na semana passada. O anúncio foi feito durante reunião com moradores de 12 bairros da ‘‘asa oeste’’ da cidade.
O encontro foi o primeiro passo visando o novo sistema de administração. A idéia é criar canais permanentes para a participação da comunidade nas decisões da Prefeitura, através de associações de moradores e de conselhos regionais. O governo interativo, que exclui obras de infra-estrutura básica, entra em vigor no dia 30 de julho.
O ‘‘governo interativo’’ vai ser uma espécie de aperfeiçoamento do sistema de orçamento participativo. Até o ano passado, Campo Mourão estava dividido em núcleos de base, que apontavam obras e serviços que deveriam ser priorizados no orçamento municipal. Com o novo sistema, a participação da comunidade passa a ser mais permanente, não se resumindo à elaboração do orçamento, e as prioridades passam a atender regiões do município e não mais bairros isolados.
No sistema anterior, bairros vizinhos priorizavam obras semelhantes e havia descontentamento quando apenas um deles era beneficiado. O excesso de bairros - mais de 50 só no perímetro urbano - ajudava na confusão. No governo interativo, o município será dividido em sete núcleos regionais e 315 setores (bairros e associações e moradores). ‘‘Já obtivemos conquistas importantes com a ajuda da população’’, diz Tezelli. ‘‘Mas queremos ampliar essa participação, de forma permanente, clara, objetiva e eficiente’’.
Com o novo sistema, a participação comunitária começa nas associações de bairros. Os moradores definem as prioridades que, então, vão à análise dos núcleos comunitários regionais, que serão compostos pelas diretorias das associações de moradores. ‘‘Com isso, o assunto passa a ser discutido não mais no âmbito do bairro, mas no contexto da região onde está localizado’’, explica o prefeito. A palavra final, no entanto, só vai ser dada por outro órgão: o Conselho Comunitário Regional (CCR).
Será o CCR que irá priorizar - ou não - a reivindicação à Prefeitura. ‘‘A comunidade terá três etapas para discutir e buscar soluções para seus problemas’’, ressalta Tezelli. Com o ‘‘sim’’ do CCR, a proposta dos moradores seguirá para debate com outro órgão novo, a Central de Informações ao Cidadão (CIC), na prefeitura. É essa central que vai levar o caso até o prefeito, que, então emitirá pareceres técnicos com os secretários municipais.

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