C. Mourão ameaça deixar consórcio
Sid Sauer
De Campo Mourão
A secretária de Saúde de Campo Mourão, Rosemeire do Carmo Martello, disse ontem que o município poderá deixar o Consórcio Intermunicipal de Saúde (Ciscomcam) se as reclamações dos usuários contra o órgão não diminuírem nos próximos dias. Devido às queixas, o prefeito Tauillo Tezelli (PPS) chegou a pedir a Rosemeire que preparasse um estudo sobre custos, vantagens e desvantagens de o município voltar a fazer o atendimento sozinho.
A principal reclamação dos usuários é sobre a demora no atendimento. Dependendo da especialidade e do médico, uma consulta pode demorar mais de um mês. Ou o Ciscomcam melhora, ou vamos nos retirar, ameaça Rosemeire. A decisão foi tomada depois que pesquisas da prefeitura constataram que as maiores reclamações no atendimento de saúde eram pelo trabalho do consórcio e não nos postos de saúde, administrados pela Secretaria Municipal de Saúde.
O Ciscomcam foi um dos primeiros consórcios de saúde criados entre prefeituras em todo o País, no início da década. O consórcio faz o atendimento das chamadas especialidades médicas de todos os 25 municípios da região de Campo Mourão. As prefeituras fazem apenas o trabalho de clínica geral. Os casos que precisam de um médico especialista são enviados para o Ciscomcam. O pagamento é feito de acordo com a população e com a utilização de cada cidade. Campo Mourão paga uma mensalidade fixa de R$ 10 mil.
O presidente do Ciscomcam, Joaquim Antônio de Lima (PFL), que é prefeito de Campina da Lagoa (100 km a sudoeste de Campo Mourão), disse que não acredita que a prefeitura de Campo Mourão saia do consórcio. Lima também é médico. Quem deixar o Ciscomcam terá prejuízos e sairá perdendo, avisou. Principalmente Campo Mourão, que é quem mais usa o consórcio. Ele lembra que, além das consultas, o Ciscomcam fornece exames gratuitos.





