Buscas continuam em Salto Osório
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2001
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
As equipes de busca que patrulham o Rio Iguaçu, abaixo da Hidrelétrica de Salto Osório em Quedas do Iguaçu (165 quilômetros a leste de Cascavel) ainda não encontraram as três pessoas que desapareceram depois que o barco em que estavam foi tragado pelas águas do vertedouro. A Centrais Geradoras do Sul do Brasil S/A (Gerasul), empresa responsável pela usina, divulgou nota oficial ontem informando que o local possui sinalização suficiente para avisar que o local é perigoso.
O Corpo de Bombeiros de Francisco Beltrão enviou cinco soldados para auxiliar a Polícia Militar local. Eles estão usando três embarcações e equipamentos de mergulho para vasculhar as proximidades da usina em busca de João Carlos Rombaldi, 40 anos, e os filhos João Paulo, 14, e Diogo Vicente, 12.
A equipe trabalha com a possibilidade de as vítimas estarem presas sob galhos e raízes de árvores submersas. Por enquanto, apenas destroços do barco e restos dos coletes salva-vidas foram recolhidos. Caso não tenham sobrevivido, os corpos podem demorar ainda dois dias para boiar sobre as águas. Temos que esperar, comentou o sargento Francisco Carlos Sanches.
Em boletim oficial assinado apenas como da Diretoria Executiva, a Gerasul lembrou que as comportas foram fechadas e o Corpo de Bombeiros acionado de imediato. O texto também insiste que o local é suficientemente sinalizado, contrariando o depoimento de algumas testemunhas. Toda a área está sinalizada com placas que proíbem e advertem para os riscos de utilização, conforme estabelecido em portarias governamentais, apontou a nota, encerrada ainda com um lamento diante da fatalidade.
O acidente aconteceu quando ocorreu um problema com o motor do barco perto das comportas do reservatório, onde velejavam no lago formado pela barragem, durante a tarde de segunda-feira. A força das águas jogou os três pela calha do vertedouro, arremessando-os contra as rochas submersas. Um dos seguranças da hidrelétrica ainda tentou amarrar a embarcação junto ao parapeito da mureta, mas a corda não resistiu à correnteza e arrebentou.
O delegado de Quedas do Iguaçu Ítalo Biancardi Neto disse mais uma vez que esperava o resultado das buscas para iniciar o inquérito. A esposa do engenheiro Rombaldi e o irmão gêmeo de Diogo também aguardavam ontem por novas informações na casa de parentes.


