Vinte anos de idade, seis de dependência às drogas. E.G.P. já experimentou de tudo. Com 17 anos conheceu o crack e a vida virou um inferno, uma loucura. Hoje, ele faz terapia todos os dias e frequenta o psiquiatra duas vezes por semana.
‘‘Começei a usar cocaína com 14 anos. Fui logo para uma droga pesada. Queria buscar sensações excitantes, acabei com 44 quilos de peso e tenho 1,67 metro de altura’’. E.G.P. começou tratamento de desintoxicação em outubro do ano passado. ‘‘Não aguentava mais as síndromes de pânico e as paranóias. Tive várias convulsões e fui parar no hospital sete vezes’’, contou.
Depois de um tempo, quando o dinheiro acabou, E.G.P. começou a roubar, a traficar para crianças e adolescentes e se envolveu com a polícia. ‘‘A gente não raciocina só quer saber de consumir. Mas aqui em Curitiba é muito fácil conseguir drogas. O ponto onde tem de tudo é a Favela da Trindade’’, conta.
Hoje com nove meses de abstinência, E.G.P. diz que melhorou muito o rendimento no trabalho e a relação com os pais está se recuperando. Ele vive desde pequeno com a avó e conta que tem um irmão ‘‘que está se acabando com as drogas’’. ‘‘Fico preocupado por que sei o que a pessoa viciada passa’’, afirma.

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