Carlito não sabe precisar quando começou a produção de salsichas, talvez ainda na década de 1990, mas a ideia lhes fora sugerida por um suíço residente em Ibaiti (Norte Pioneiro). Então, Marcos foi a Pflaumhloch, aldeia a 100 quilômetros de Stutzeri, onde um parente obteve o consentimento do açougueiro local para um estágio. ''Pode vir. E o Marcos ficou lá, levantava às quatro horas da manhã para trabalhar e aprender.''
O produtor de Pflaumhloch abate cinco suínos por semana, um boi a cada 15 dias e faz 80 produtos, que vende aos poucos, geralmente em fatias, constatou Carlito. ''Ao contrário de nós aqui, lá eles não são exagerados, compram uma porção para o almoço, outra para o jantar. E ele tem um restaurante.''
Em quantidade, a produção de defumados e dois tipos de salsicha (branca e viena) no Heimtal aproxima-se daquela em Pflaumloch, quanto ao número de suínos semanalmente, calcula Carlito. Há três defumadores a lenha de eucalipto e a temperatura máxima nas carnes atinge a 72 graus. ''Fazemos tudo artesanalmente e temos que vender a preço superior. Há quem ache muito caro, alegando que os supermercados vendem salsichas a R$ 2,50 o quilo.'' (W.S.)

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