Burocracia impede instalação de pista
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 1999
Áureo Nogueira 
Quase um ano depois de chegar à cidade, o piso sintético da pista de atletismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), importado da Itália pelo governo do Estado, ainda não foi instalado. Se a implantação da pista não ocorrer até junho, há risco de perder material a ser usado na instalação. É que vence o prazo de validade da cola a ser utilizada e que também foi importada da Europa.
Segundo a diretora do Centro de Educação Física da UEL, professora Geana Lepri Perin, o piso italiano ainda não foi instalado porque a Prefeitura alegou falta de dinheiro e saiu do convênio firmado com a Universidade e o governo do Estado. O Município participaria do convênio executando as obras de pavimentação asfáltica básica, onde é implantado o piso sintético.
Ainda de acordo com a diretora do CEF, a Prefeitura foi substituída pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR). Mas o órgão não dispõe de equipamento para executar as obras e precisa atender às regras da Lei de Licitações para contratar serviços de terceiros. Enquanto isso, o tempo está passando e corremos o risco de perder a cola, enfatiza Geana Perin. Ela acrescenta que o secretário do Esporte e do Turismo, Ney Leprovost, se comprometeu com o reitor da UEL a intermediar uma solução rápida para o caso.
A professora destaca que a implantação da pista de atletismo sintética - igual à usada nos estádios olímpicos de Barcelona (Espanha) e de Atlanta (EUA), onde foram disputadas as duas últimas Olimpíadas, - deve atender a rigorosas exigências técnicas. A Playpiso, representante brasileira da Mondo, indústria italiana que confecciona o material sintético da pista, assessora todas as etapas de implantação da pista porque o trabalho precisa atender rigorosamente às exigências técnicas, detalha a diretora do CEF. Ele esclarece que, fora dessas especificações, os recordes internacionais eventualmente quebrados na pista da UEL correriam o risco de não serem homologados pelas entidades esportivas internacionais.
Além da UEL, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e o Centro de Excelência em Atletismo de Pato Branco (no Sudoeste do Estado) foram contemplados com a pista italiana. De acordo com Geana Perin, a UEM deve inaugurar sua pista no mês que vem. A Universidade Estadual de Londrina é uma das oito universidades brasileiras reconhecidas pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto (Indesp) como centro de excelência em esportes. Portanto, a implantação da pista de atletismo semelhante a de estádios que sediaram Jogos Olímpicos é importantíssima para que a UEL se consolide na área do atletismo, enfatiza a diretora do Centro de Educação Física.
A diretora do CEF espera que a burocracia e a falta de vontade política não inviabilizem esse processo nem provoque perdas de investimentos já realizados.


