Burocracia emperra indenizações do Violin
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segunda-feira, 29 de maio de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Enquanto o trâmite burocrático se arrasta, proprietários de cinco casas do Conjunto Violin (Zona Norte de Londrina) correm riscos para esperar o pagamento de indenizações pelos imóveis condenados depois de fortes chuvas que atingiram a região em dezembro do ano passado. A falta de documentação em dia impede os pagamentos, de acordo com a Secretaria Municipal de Gestão Pública, que não deu prazo para solução do problema.
O caso mais adiantado é o do ajustador mecânico Paulo Celestino, 37 anos. O imóvel dele já está quitado e deve ser o primeiro a ser indenizado. Enquanto espera, ele lembra do dia em que a chuva praticamente invadiu a casa dele. ''O susto foi muito grande. A rua e a viela aqui do lado viraram uma cachoeira, parecia o Rio Tibagi'', comenta. ''Agora, espero receber o dinheiro para comprar uma casa em outro lugar.''
A situação das outras casas é mais complicada. A documentação ainda está em nome da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld), o que inviabiliza os pagamentos. Os proprietários precisam transferir os documentos e registrar o imóvel. ''Não tem como fazer o empenho da indenização em nome da Cohab'', explica o gerente de bens móveis e imóveis da Secretaria de Gestão Pública, Antonio Egídio.
A interdição foi recomendada pela Defesa Civil. Somente uma das cinco casas condenadas, que ficam nas ruas Garça Real e Severino Santini, foi desocupada pelos moradores, que foram viver na casa de parentes. ''É uma medida preventiva já que há um risco muito alto de ocorrer um novo acidente'', justifica Rosalmir Moreira, o diretor de operações da Defesa Civil.
Para Moreira, o problema fica mais grave com o excesso de impermeabilização dos quintais. É comum que os proprietários façam obras e ampliações nos imóveis. E na maioria das vezes, as obras são acompanhadas do calçamento das pequenas áreas de lazer.
''A população em geral também contribui para esse problema quando joga lixo nas ruas e nos bueiros'', constata. Moreira acrescenta que o risco de inundação pode ser diminuído através de soluções simples e baratas, como a construção de tanque para armazenar a água da chuva.


