Cascavel - Com 171 medicamentos e uma média diária de atendimento de mil pessoas, a Farmácia Básica da Secretaria de Saúde de Cascavel vem encontrando dificuldades para garantir o atendimento à população. Além do grande volume de medicamentos distribuídos todos os dias, ainda é preciso enfrentar os trâmites burocráticos para reposição dos medicamentos.
O coordenador da Farmácia Básica, Mário Fernando de Souza Godoi, diz que dos 171 medicamentos que deveriam estar disponíveis à população, atualmente 18 estão em falta. Segundo ele, cinco licitações estão em tramitação para reposição dos itens. ‘‘Trabalhamos para evitar a falta de medicamentos, porém, temos que obedecer aos prazos legais e ainda estamos sujeitos a entraves como recursos e impugnações que atrasam o processo de compra e que fogem do nosso controle’’, detalha.
A Farmácia Básica ainda enfrenta problemas com medicamentos que não têm os preços apresentados pelos laboratórios. Godoi cita o exemplo de alguns remédios usados no tratamento da aids que não são adquiridos desde novembro do ano passado, ‘‘exatamente porque os laboratórios não apresentam cotações’’.
Para estes casos, segundo o coordenador, a Secretaria de Saúde estuda uma forma emergencial de compra, juntamente como a Procuradoria Jurídica, para não ferir o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal. Godoi observa ainda que de acordo com as determinações do Ministério da Saúde, somente 45 itens deveriam ser distribuídos pelos governos municipais.
O responsável pelo Departamento de Compras da prefeitura, Delso José Trentin, explica que a modalidade de carta-convite para licitações é a forma mais ágil e rápida para se efetuar as aquisições. Entretanto, ele explica que além de toda tramitação legal, no caso de medicamentos, os procedimentos e cuidados são ainda mais rígidos, uma vez que o produto deve ser totalmente confiável e seguro.

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