Cerca de 2 mil estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) estão sem merenda escolar desde o início das aulas, em 1 º de fevereiro. A Secretaria de Educação admite o problema, mas alega que o poder público não tem obrigação de fornecer alimentação aos alunos do programa municipal. A situação, segundo o diretor-administrativo Jair Ramos, deverá ser normalizada logo. A causa do atraso seria o trâmite burocrático para a aquisição dos alimentos.
''Foi feito um aperto nas contas no início do mandato. Agora, a Secretaria de Gestão Pública faz o calendário de compras, dependendo do orçamento votado no ano anterior'', explicou Ramos. O pedido de compra foi feito no início de janeiro. O trâmite legal exige tomada de preço antes da aquisição, o que atrasa o repasse da alimentação. A falta de merenda ocorreu também no primeiro mandato do prefeito Nedson Micheleti, em 2001.
Outra dificuldade apontada por Ramos são os estoques de mantimentos, mantidos em depósito na Avenida JK, 2.882. O maior perigo é que os alimentos estraguem. ''Reconhecemos que temos de melhorar o processo. Mas não é por falta de esforços. Ao menos, podemos garantir que aqui não há desperdício''. O estoque existente hoje é destinado somente para as crianças e não pode ser remanejado para o EJA.
O programa está atualmente espalhado pela maioria dos bairros da cidade. Cerca de 2.400 alunos iniciam ou completam os estudos em 87 turmas de 42 escolas municipais. (F.R.F.)

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