Burocracia atrasa uso de armadilhas contra a dengue
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de outubro de 2003
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
A 17 Regional de Saúde de Londrina espera para esta semana a liberação de uma verba de R$ 750 mil junto à Secretaria Estadual de Saúde para a implantação das ovitrampas (armadilhas) que combatam os ovos do mosquito Aedes aegypt, durante 12 meses. Segundo o chefe da Regional, Gilberto Martin, a medida deveria ter sido posta em prática já no mês passado, quando as temperaturas começaram a registrar alta, o que aumentaria as chances de novas ocorrências de dengue. Só em 2002 foram mais de 15 mil suspeitas em toda a região dos quais 7 mil se confirmaram.
De acordo com Martin, questões burocráticas impediram que o dinheiro fosse viabilizado, pois, dos 22 municípios onde a operação contra a dengue está sendo implantada, somente quatro estão com os documentos junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) em ordem para o recebimento: Alvorada do Sul, Cambé, Centenário do Sul e Sabáudia. ''Londrina regularizou sua situação semana passada, conforme nos informou a Secretaria Municipal de Saúde. Quanto aos demais, já pedimos ao Estado uma autorização especial junto ao TCE para que esse repasse seja feito o quanto antes'', disse.
Ao todo, serão implantadas 40 mil armadilhas em toda a região. Londrina receberá metade desse total, distribuído, individualmente, a cada nove quarteirões. No procedimento, é montado um recipiente com água fenada, para atrair a fêmea do Aedes aegypt, misturada com larvicida. Em um pedaço de telha depositado ao fundo, ela bota os ovos que serão retirados de lá por um agente de saúde. ''Ao mesmo tempo em que isso eliminará os ovos, identificará também com mais precisão os pontos de maior risco'', afirmou.


