A Secretaria Municipal de Obras deve cimentar no próximo mês o rejuntamento, nos trechos mais críticos, das pedras que compõem o Calçadão de Londrina. Atualmente, as pedras de petit-pavet são unidas por uma mistura de saibro e areia, acabam descolando com frequência e têm deixado o local cheio de buracos.
Segundo o secretário Aloysio Crescentini de Freitas, o rejuntamento de cimento é mais impermeável do que o de saibro. ''O escoamento de água, em dias de chuva, ficará mais complicado. Mas não muito: calculamos que haverá uma perda de apenas 5% da permeabilidade'', diz ele. A limpeza do Calçadão é feita mensalmente pela empresa Ecosystem, que utiliza jatos d'água e um produto de características ácidas para tirar a sujeira.
Antigamente, a limpeza era feita a cada 45 dias, mas atualmente é feita uma vez por mês porque, segundo Freitas, a terra vermelha de Londrina acumula sujeira. Freitas diz que o produto de limpeza, aliado aos jatos d'água, pode estar facilitando o descolamento das pedras. ''A empresa aplica o jato diretamente no chão. Podiam tomar uma distância maior'', explica o secretário.
O gerente da unidade londrinense da Ecosystem, Fernando Luís Frigieri, diz que a lavagem mensal é uma determinação de contrato e explica que o produto utilizado pela empresa era usado pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
''E os jatos d'água não são tão fortes assim. Além disso, não existe pressão que tire um rejunte bem feito. Não digo que o rejuntamento é ruim, mas pode estar desgastado pelo tempo. E eu não sei quantas lavagens o Calçadão recebeu anteriormente'', afirma o gerente. Em todo caso, diz Frigieri, a Ecosystem deve iniciar testes com um produto não-ácido a partir do mês que vem.
O rejunte com cimento será feito primeiro na praça Floriano Peixoto. Para isso, os artesãos que trabalham ali terão que sair. Segundo a CMTU, a troca de rejuntamento em todo o Calçadão demoraria um ano. Enquanto isso, os transeuntes podem ir contabilizando os buracos. O número de pedras descoladas é tamanho que as bases de árvores e plantas têm sido utilizadas como depósito dos petit-pavets arrancados.
''A gente vê direto pessoas tropeçando. Há pouco tempo, uma senhora torceu o tornozelo e teve que ser atendida numa farmácia'', aponta Viviane Oliveira, vendedora de uma livraria do Calçadão. O cabeleireiro Édson Araújo concorda e diz que falta manutenção. ''Tem buraco aí que está aberto há três meses. E ninguém vem juntar nada'', critica.

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