Buracos tomam conta das ruas
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terça-feira, 31 de julho de 2001
Denise Angelo<BR>De Ponta Grossa 
Um dos principais problemas viários de Ponta Grossa é a falta de pavimentação. No total, a cidade tem quase 800 quilômetros de ruas sem nenhum tipo de pavimento. Isso equivale a 65% do total de ruas da cidade. Desse total, 72 quilômetros são de vias por onde passam ônibus. Onde não há asfalto, em dias de chuva o tráfego de veículos pesados torna-se praticamente impossível e, em muitos bairros, os ônibus simplesmente deixam de circular. Dos mais de 1,2 mil quilômetros de ruas da cidade, só 430 quilômetros contam com pavimentação.
No centro da cidade, o índice de pavimentação melhora, mas aí os problemas são com a qualidade do pavimento. As principais ruas e avenidas da cidade estão cheias de buracos. O secretário municipal de Planejamento, Joel Larocca Júnior, acredita que 50% das ruas do anel central de Ponta Grossa estejam em condições precárias.
Na Rua Barão do Cerro Azul, a uma quadra da Balduíno Taques, uma das principais vias do centro, o local onde os ônibus param foi tomado por uma cratera. O ônibus passou a parar alguns metros antes ou depois do seu ponto para evitar danos no veículo.
Na Bonifácio Vilela, esquina com a Comendador Miró, há uma espécie de lombada vertical no meio da rua, criada pela infiltração no pavimento. É difícil encontrar um pedestre que não tropece na lombada quando vai atravessar uma das ruas mais perigosas do centro.
Nem a Avenida Visconde de Taunay, em frente à prefeitura municipal, escapa dos buracos. Não tem nem como desviar, reclama o taxista Abelardo Lopes, que passa com frequencia por essa via.
Para recuperar os dez quilômetros de ruas no anel central da cidade, que precisam de manutenção com urgência, a prefeitura precisaria de R$ 1,4 milhão. Como não há dinheiro em caixa, a população terá que se contentar com a operação tapa-buraco, que deve começar na semana que vem.


