Foi só chover forte e as reclamações sobre buracos nas ruas de Londrina começaram a ganhar força. Em vários pontos da cidade, os moradores estão inconformados com o problema. A comerciante Maria de Lourdes Vicente Luca, 54 anos, reclama de um buraco aberto há aproximadamente um mês para um reparo no sistema de água no estabelecimento vizinho ao dela, na Rua Goiás (centro).
Após o serviço, a empresa responsável pela manutenção tampou com terra e não passou o asfalto. Com isso, o buraco aumenta a cada dia. ‘‘Chamamos a Sanepar, que veio verificar a situação, olhou o buraco e não voltou mais. Queremos que alguém tome alguma providência’’, reclamou. A empresa de saneamento informou que a responsabilidade do serviço é da Secretaria de Obras.
Ontem, o estudante Jailson Alves Pereira, 21 anos, anunciou que vai acionar a Sanepar e os responsáveis pela manutenção das vias públicas na Justiça, pelo buraco existente em torno de um poço de inspeção no cruzamento da Avenida Leste-Oeste com a Rua Brasil, área central de Londrina. Anteontem à tarde, durante uma chuva forte, ele dirigia pelo local e acabou quebrando várias peças de seu carro, cujo conserto está orçado em R$ 600.
O estudante disse que não havia sinalização e que só sentiu o estrago cerca de 100 metros depois do cruzamento. Na semana passada, pelo menos três motoristas tiveram problemas parecidos por causa do desnível.
Funcionários da Sanepar sinalizaram a área ontem de manhã para evitar outros acidentes. Francisco Ogama, engenheiro de manutenção de redes da empresa em Londrina, explica que foi feita a concretagem do buraco na terça-feira passada, mas o conserto não resistiu ao grande fluxo de água lançado na sarjeta por barracões da região.
Ele informou que o serviço começou a ser refeito ontem. ‘‘Vamos nivelar o tampão com argamassa e aditivos e solicitaremos a colocação de asfalto ao Pavilon (órgão responsável pela pavimentação na Secretaria de Obras)’’.
Sobre a reclamação de Jailson, o engenheiro ressaltou que a Sanepar costuma fazer acordos com os prejudicados sem necessidade de intervenção judicial. ‘‘Se forem comprovados os danos e a resposabilidade da empresa, nós arcaremos com os custos’’, completou.
De acordo com o secretário municipal de Obras, José Righi de Oliveira, os investimentos por parte da Sanepar e da Sercomtel resultam em muitos buracos nas ruas, mas a prefeitura só pode asfaltar depois de ser comunicada oficialmente pelos órgãos. ‘‘Muitas vezes este anúncio pode demorar de 10 a 15 dias para ver se não há infiltração ou vazamentos’’, comentou.
Ele informou que a prefeitura tem três equipes de manutenção fazendo operação tapa-buraco nas ruas da cidade. Por causa das chuvas, os funcionários estão apenas jogando uma mistura de brita graduada para evitar novos acidentes, mas aplicarão massa asfáltica assim que a chuva parar.
O secretário também disse que a prefeitura não tem como saber de todos os buracos, pois Londrina possui 12 milhões de metros quadrados de asfalto. Reclamações sobre áreas problemáticas podem ser feitas pelo telefone (43) 372-4000. (Colaborou Carolina Avansini)

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