Buracos na rua: reclamações constantes
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
O asfalto ruim tem sido uma reclamação constante de moradores de vários bairros de Londrina. Mesmo com as obras de recape em algumas vias, há locais em que as máquinas de pavimentação não passam pelo local há anos e que têm sido motivos de reclamações de leitores da FOLHA, que entraram em contato para reclamar e pedir providências da prefeitura. Em todos os casos eles afirmam que solicitaram várias vezes que as vias fossem recapeadas.
Um dos casos mais críticos é o da Rua Hifume Ogassawara, no Jardim Columbia (Zona Oeste). A aposentada Maria de Lurdes Caldeira já caiu na via várias vezes porque o que se vê são apenas pedras soltas. Ela contou que já quebrou o nariz, fraturou os dois braços, perdeu a unha do pé e já torceu a perna. ''O prefeito precisa refazer o asfalto daqui. Durante a campanha ele fez reuniões aqui em casa e prometeu que recapear a rua seria uma das primeiras coisas que faria quando assumisse a prefeitura, mas até agora nada de asfalto'', lamentou.
A neta de Maria de Lurde, Elaine Caldeira Machado, afirma que o transporte escolar não entra na rua devido às más condições do asfalto. Para contornar a situação, ela conta que todos os dias precisa levar seu filho para uma rua em melhores condições para pegar o transporte. Elaine disse que mora na Rua Hifume Ogassawara há 12 anos e nunca a viu ser recapeada.
A babá Janaína Carla Barbosa mora na mesma rua e relata que as trepidações provocadas pelos buracos danificaram o para-choques do carro de seu marido. ''O meu vizinho ficou cansado de reclamar, moeu alguns tijolos e colocou nos buracos para dar um mínimo de condições de tráfego, mas do jeito como está não tem condições'', salienta.
Trepidação
No Vale do Cambezinho (Zona Leste) a situação das ruas também é preocupante. A coordenadora de eventos Amorita Corrêa Raphael afirmou que recentemente foi feita uma operação operação tapa-buracos, mas que a situação não melhorou. ''Nós temos três cadeirantes que moram na rua e que não têm condições de circular pelo bairro, pois as calçadas e as ruas não oferecem condições'', reclamou. ''Eles precisam fazer um recape decente na rua, pois a minha casa está rachando inteirinha e já não sabemos mais a quem recorrer.''
O engenheiro químico Valdomiro Nery Gonçalves, morador da Rua das Grevíleas, no Jardim Colina Verde (Oeste), afirmou que nos dois últimos anos a rua se tornou intransitável. ''Já não é mais asfalto, é como se fossem amontoados de pedras jogados ao lado dos buracos'', relatou.
Ele ressaltou que recentemente fez a revisão de seu carro, mas logo depois teve de refazer todo o alinhamento e o balanceamento. ''A prefeitura propôs que nós nos cotizássemos para arcar com parte dos custos da pavimentação, mas achei isso um desaforo, já que pagamos impostos justamente para isso.''


