Buracos misteriosos surgem e ameacam casa em Colombo
James Alberti
De Curitiba
Dois buracos, que podem ter sido provocados pela exploração de água do Aquífero Karst, ameaçam a estrutura de uma casa na localidade de Capivari, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Mesmo correndo risco, a família do funcionário público Pedro Ivo Zanetti se recusa a abandonar a casa. Um dos buracos tem dois metros de diâmetro e outro, um metro. Eles foram descobertos por volta do meio-dia de anteontem e estão a pouco mais de um metro da calçada da residência.
Apesar de casos semelhantes estarem ocorrendo desde o início da exploração do aquífero, segundo a assessoria da Sanepar, os indícios revelam que o problema não tenha sido causado pelo poço da empresa, que está situado a cerca de 150 metros da casa. É consequência natural, da incidência de dolinas (depressão afunilada, produzida pela dissolução em regiões calcárias), informou a assessoria.
A empresa alega que o poço é explorado desde 1995, sempre numa vazão de 140 metros cúbicos de água por hora. Por essa razão, estaria estabilizado. Outro indício, segundo a assessoria da Sanepar, de que a causa não teria sido o Karst é o fato da água explorada não ter modificado sua turbidez.
Conforme Zanetti, funcionários da Sanepar estiveram ontem de manhã em Colombo, observaram os buracos e aconselharam o funcionário a deixar a casa. Se ficar no que está, não tem problemas, disse. Meu medo e que comece a afundar mais. Segundo ele, a empresa iria tampar os buracos ontem ou hoje.
Aparentemente, o maior prejuízo do funcionário público foi um pequeno afundamento de parte da calçada e uma bananeira, que havia plantado recentemente e foi engolida por um dos buracos. Ao contrário da assessoria da Sanepar, Zanetti tem quase certeza que o problema foi causado pela exploração da água subterrânea. Esse não foi o primeiro caso, disse.





