O maringaense está se acostumando com os ‘‘buracos sem dono’’ que se espalham por avenidas, ruas e calçadas da cidade. Não estou falando do desgaste natural do asfalto, mas de buracos feitos por pessoas. Alguns já atravessaram o milênio e a tendência é continuarem atrapalhando a vida de motoristas e pedestres. Não importa o bairro, o buraco está lá. Até há alguns anos, quando apenas a Sanepar e a prefeitura rompiam a pavimentação de ruas e calçadas para realizar algum tipo de serviço, era fácil reclamar. Agora não. Qualquer empreiteira a serviço de alguém chega, faz o buraco, às vezes realiza o serviço e depois joga terra por cima.
Na esquina da Avenida dom Manoel Delbraux e Rua Nassib Haddad, Zona 5, um dos bairros nobres de Maringá, a calçada abriga uma ‘‘cratera’’ há mais de um ano. Moradores e usuários da calçada informam que o buraco foi feito por uma empreiteira, que ninguém nem lembra mais o nome, para um serviço na rede de água. Um pedreiro, subempreitado, já fechou a cratera, mas a empresa voltou para terminar o serviço e abriu o buraco de novo. O pior é que não se sabe a quem reclamar.
Na Zona 2, outro bairro nobre de Maringá, na esquina da Rua Felipe Camarão com Avenida Anchieta, outro buraco no meio da rua está fazendo aniversário. Desde o início do ano, a cratera está lá e, por iniciativa dos moradores, já foi aterrada várias vezes. Na última chuva, a terra cedeu, formando uma poça de barro que sujou toda a rua, obrigando as pessoas a desviarem da sujeira.
Agora, os moradores encheram o buraco de entulho, o que resolve um problema, mas causa outro. Os motoristas são obrigados a usar os veículos como rolo compressor para assentar o entulho dentro do buraco. As outras crateras urbanas de Maringá nem vale a pena citar porque a versão é sempre a mesma. Na maioria, são buracos abertos para os mais variados reparos, mas que acabam virando um incômodo a mais nas avenidas e calçadas da cidade.

mockup