Buracos de rua assustam moradores
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segunda-feira, 20 de abril de 1998
Célia Baroni 
Dorico da SilvaArmadilhaBuraco no Jardim Olímpico: risco para as crianças e situação mais grave a cada chuvaOs buracos de rua estão causando perigo em Londrina. No sábado à noite, Carlos Alberto Bueno Vicente, 53 anos, conduzia sua Jog pela Rua Gumercindo Saraiva, no Jardim Higienópolis (área central), quando passou por um buraco, perdeu o controle da motoneta e caiu na calçada. Ele machucou a perna esquerda. Socorrido pelos vizinhos, ele foi encaminhado à Santa Casa, onde teve a perna engessada.
Ainda vai morrer gente por causa desse buraco. À noite, o motorista não consegue enxergar nada e acaba caindo, reclama Rose Stersa, moradora da rua há 11 anos. O buraco fica na frente da casa dela. Rosa conta que já aconteceram vários acidentes no local.
O problema - diz a moradora - se agravou há 20 dias. O buraco já mede 1 metro de largura e 30 centímetros de comprimento. O local tem grande movimento de carros, pois a Rua Gumercindo Saraiva dá acesso à Universidade Estadual de Londrina (UEL). Com isso, já se formou outro buraco na rua. A prefeitura precisa tomar uma atitude.
Os moradores da Rua Martim Pescador, no Conjunto Violin (zona norte) esperam há vários anos uma atitude da prefeitura. Eles reclamaram dos prefeitos das últimas três gestões e não conseguiram nada. Toda vez que chove, os moradores sofrem com a inundação e os buracos na rua.
Faz dias que não chove e ainda tem água empoçada no meio da rua, diz Valdinei Pereira de Lima. Ele explica que a rua fica numa baixada e recebe toda a água da chuva do bairro. O asfalto está todo comido no meio da pista e a rua está intransitável, diz o digitador Valdinei Pereira de Lima.
Buracos também não faltam na vida de quem mora no Jardim João Turquino, conhecido como Jardim Olímpico (zona oeste). O vice-presidente da associação de moradores do bairro, João Batista Vieira, conta que a Rua Amauri Strini está um buraco só. Uma cratera tem quase três metros de profundidade. Até criança já caiu dentro do buraco, afirma. Cerca de 850 famílias moram no bairro.
O secretário municipal de Obras, José Righi de Oliveira, diz que conhece a situação das ruas. Infelizmente nossa ação está limitada pelas chuvas constantes. Não dá para colocar as máquinas na rua enquanto o tempo não firmar, justifica. Ele garante que se não chover, a partir de quarta-feira a Secretaria de Obras deflagra a operação tapa-buracos. Três equipes já estão na rua. Um dos primeiros bairros atendidos será o Olímpico, diz Righi.
Mas o socorro vai demorar para chegar até a Rua Martim Pescador, no Conjunto Violin. Righi argumenta que o problema da rua é sério e não pode ser resolvido com recapeamento. A galeria pluvial não suporta a vazão e terá de ser completamente refeita, explica o secretário. A prefeitura só fabrica tubos de diâmetro pequeno - 80 centímetros - e precisa abrir licitação para adquirir tubos maiores. A previsão da Secretaria de Obras é iniciar as trabalhos no começo do segundo semestre.


