Buraco toma conta de esquina movimentada no centro
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sexta-feira, 08 de janeiro de 2016
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Um buraco de quase dois metros de profundidade causou ontem grande transtorno aos frequentadores da feira livre da Rua Alagoas, esquina com a Avenida São Paulo, no centro de Londrina. Ele surgiu na terça-feira e até ontem não havia sido consertado. Trata-se do terceiro buraco de grandes proporções que surgiu nos últimos sete anos na mesma quadra, todos possivelmente decorrentes de rompimento das manilhas utilizadas na galeria pluvial da via. A cratera de dois metros de profundidade surgiu quando um caminhão de coleta de lixo passava pelo local.
Para o comerciante Robson Romagnoli, cuja família possui uma marmoraria na região desde a década de 1950, é incompreensível que por décadas o local não tenha apresentado problemas e nos últimos sete anos tenham surgido três buracos. "Em uma das vezes, caiu a calçada inteirinha no perímetro do estacionamento ao lado. Eu acredito que o ideal seja substituir todas as manilhas. Talvez elas não sejam adequadas porque na junção da galeria da Rua Alagoas com a Avenida São Paulo as águas da chuva vêm com força por ser uma descida e acabam provocando o rompimento da manilha", analisou.
A professora Valéria Cristina Breve, de 45 anos, ficou impressionada com a dimensão do buraco e alertou que ele representa um perigo muito grande. "Pessoas e carros poderiam ter caído ali. É assustador e a gente espera providências rápidas. Tem cavaletes e cones caídos, mas uma pessoa distraída pode cair ali", destacou.
O secretário municipal interino de Obras, Ney Paulo, confirmou que a secretaria vai fazer o conserto no local. "Instalamos cavaletes de proteção no trecho para evitar qualquer tipo de problema", disse. Ele informou ainda que o reparo do asfalto já está no cronograma da pasta. "O problema é que alguns funcionários estão de férias e estamos com pouco efetivo para atender toda a cidade", justificou.
Segundo Ney Paulo, os trabalhos na Avenida São Paulo serão realizados por uma equipe que atualmente repara asfalto de vias do Residencial Vista Bela, na zona norte, e de bairros da zona sul da cidade. "Acredito que tudo seja revolvido até o final da semana que vem", garantiu.
Questionado se existe problemas de projeto ou de dimensionamento da galeria pluvial, Ney Paulo afirmou que essa hipótese é improvável. "Ela foi bem dimensionada e o material utilizado é muito bom", garantiu. Ele explica que a quebra de uma manilha não significa que será necessário trocar tudo. "Vamos analisar se houve sobrepeso de caminhão ou se houve deslocamento do solo", destacou.
Ney Paulo diz ainda que é possível que esse fenômeno esteja relacionado aos tremores registrados na zona leste. "Eles podem ter contribuído para essa movimentação do solo, mas é prematuro falar isso", apontou.
Para o geólogo José Paulo Pinese, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e coordenador dos estudos sobre os tremores na zona leste, não há registro dessa correlação. "Não dá para especular. Aparentemente não tem nada a ver. Temos de ir ao local para investigar", declarou.(Com Grupo Folha)


