Buraco em asfalto causa revolta
Chiara Papali
Especial para a Folha
De Londrina
Setenta moradores do Jardim Ana Elisa 3, em Cambé (13 km a oeste de Londrina), estão revoltados com os buracos existentes na Rua Guaíra, a principal via de acesso do bairro e nela estão instaladas escola, igreja e padaria. Em novembro do ano passado, eles protocolaram um abaixo-assinado na prefeitura pedindo recapeamento do asfalto e até agora não obtiveram resposta. Apenas promessas, afirma o comerciante Celso Costa Silva, de 29 anos, que mobilizou a reivindicação.
Segundo os moradores, os buracos aumentam a cada chuva. O asfalto também é prejudicado por causa do grande fluxo de ônibus e caminhões, conta Celso Silva. Josefa Maria de Oliveira, de 56 anos, moradora do bairro há 8 anos, explica que quando o tempo está seco o problema é a poeira e quando chove é a casa invadida por lama, porque a rua não possui boca-de-lobo e rede de esgoto.
Moradores das ruas Antonina e Guaratuba, paralelas à rua Guaíra, também sofrem com problemas semelhantes. Miriam Mariana da Silva, de 28 anos, conta que seu filho, de 8 meses, sofre de secreção pulmonar quando tem poeira. Às vezes ele chega a fazer até 40 inalações por mês.
Os moradores reclamam principalmente que o asfalto e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) vêm sendo pagos em dia. Faltam apenas 14 parcelas das 120, para eu terminar de quitar o asfalto, reclama José Pinto Ribeiro, 43 anos. Segundo ele, a terra já cobriu o asfalto em frente a sua casa.
O secretário de Obras de Cambé, Mário Vander, e o secretário de Planejamento, Valdemar Delalibera, estão em férias, mas a reportagem da Folha conversou com o diretor do departamento urbano e rural da Secretaria de Planejamento, Fausto Yoshinori Anami.
Ele afirma que durante o ano passado, através do programa Paraná Urbano, viabilizado com verba estadual, foi feito recapeamento no centro de Cambé, nas avenidas Brasil, Inglaterra e Canadá. E também a pavimentação asfáltica de vários bairros da cidade, como Jardim Ana Rosa, Bandeirantes e Ana Elisa 1, com verba do governo federal. Foi um período de muitas obras para a Companhia de Desenvolvimento de Cambé (Comdec) e não houve tempo hábil até o final do ano para contemplar o Ana Elisa 3, justifica.
Fausto Anami afirma que agora por causa das chuvas a operação tapa-buraco está suspensa. O trabalho não pode ser executado com umidade e são necessários três dias para secar o pavimento, explica.





