BULLYING - A violência que aflora na escola
A decisão do juiz Luiz Artur Rocha Hilário, da 27ªVara Cível de Belo Horizonte (MG), que condenou um estudante de 7ª série a indenizar uma colega de classe em R$ 8 mil pela prática de bullying, recentemente, revela que o problema está tomando dimensões inéditas, e exige cada vez mais atenção por parte de escolas e famílias. A condenação passível de recurso também vai na contramão do que acontece muitas vezes dentro das escolas, que preferem minimizar o problema ou fingir que ele não acontece.
O termo bullying define todo tipo de preconceito e violência contra uma pessoa específica, e embora possa surgir em várias situações, é no ambiente escolar que encontra terreno fértil. Segundo a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, que lançou o livro Bullying - Mentes Perigosas nas Escolas, a prática está presente tanto nas instituições públicas como nas particulares. Ela lembra que as vítimas geralmente são crianças fora do padrão, como gordas demais ou magras demais.
Para psicóloga londrinense Eliane Belloni, os bullies (agressores) nunca são resultado de uma história de amor. A criança que é agredida desde o nascimento também vai agredir, vai humilhar. Geralmente, aquele que promove o bullying foi agredido em algum momento de sua vida.
Ela lembra que uma forma de os pais perceberem que os filhos estão sofrendo bullying é a disposição deles em ir para a escola. Tendemos a nos aproximar de tudo o que é bom. Portanto, se a criança não quer ir para a escola, é porque há algo de errado acontecendo.
● É um juízo preconcebido manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória perante pessoas, lugares ou tradições
● Termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, com o objetivo de intimidar ou agredir alguém





