Bug do milênio acarretará prejuízo
Arquivo FolhaOs computadores, na virada do século, podem trazer problemas em áreas como o controle de tráfego aéreoO Secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Ruy Coutinho, está preocupado com o chamado bug do milênio, quando computadores de todo o mundo correm o risco de sofrer panes por causa dos antigos programas de informática que não foram adaptados para trabalhar no ano 2000. De acordo com ele, vão ser gastos U$ 3 trilhões no mundo para a reformulação dos programas. No Brasil a previsão de gasto é de U$ 14 bilhões. ‘‘O que o Procon pode fazer para evitar problemas na virada do ano é sensibilizar os empresários’’, afirmou ele.
Coutinho disse que o bug do milênio deverá atingir todos os setores da sociedade brasileira, de hospitais e UTI’s com sistemas acoplados de informática até o sistema de tráfego aéreo. ‘‘Tudo está ligado à informática e temos que nos prevenir para não enfrentar prejuízos muito maiores depois do dia 31 de dezembro’’, alertou ele.
De acordo com Coutinho, no Brasil apenas o sistema de informática do serviço financeiro já foi reformulado. Ao todo, foram gastos U$ 400 milhões para reestruturar a nova programação. Além dos problemas de informática que poderão ocorrer com a virada do ano, estão previstos panes nos computadores brasileiros em outras duas datas: dia 9 de setembro de 99 (em alguns programas de informática a data tem a mesma leitura do que a palavra deletar, ou seja, apagar) e no dia 28 de fevereiro de 2000 (que poderá ser lido como ano não bissexto). ‘‘O ajuste dos computadores terão que ser feitos em tempo hábil para evitar prejuízos maiores’’, argumentou Coutinho.
Medicamentos - Coutinho analisou ainda os preços dos medicamentos, que são acompanhados pela Secretaria de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda. ‘‘Nós apenas iremos atuar neste sentido, quando a Secretaria confirmar abuso de preços e enviar as informações para que possamos abrir um processo administrativo’’, afirmou ele. A punição para as empresas que tiverem abusos confirmados chega a multa de 30% do total do faturamento bruto. (L.P.)

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