O ambientalista João Batista Moreira Souza, da ONG Patrulha das Águas, afirma que seria necessário readequar o sistema de drenagem. ''O ideal seria que houvesse um tipo de bueiro que separasse o resíduo sem que obstruísse a entrada de água'', conta. Ele diz que estudou os diversos tipos que existem na cidade e o que mais se aproxima do ideal seria o que fica na Gleba Palhano, Zona Sul. ''Lá, a entrada da galeria pluvial possui três metros de comprimento e possui grelhas que retém a sujeira'', conta.
Souza diz que em boa parte da cidade existem dois tipos de bueiro: as bocas de lobo, que possuem grade, e as bocas de leão, que só possuem buracos. ''As pessoas devem ter em mente que os bueiros são a entrada do rio, mas elas olham como se fosse um local de descarte e acabam jogando bitucas de cigarro e outras sujeiras'', conta. Ele afirma que o esburacamento das ruas e a falta de varrição também contribuem para agravar o problema. ''Esses pedriscos, o entulho de construções e as folhas de arborização ajudam a entupir os bueiros'', afirma. (V.O.)

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