Enquanto a prefeitura não resolve o problema da falta de dinheiro e mão-de-obra, a população terá que aprender a conviver com os inúmeros bueiros entupidos. Reclamações sobre o assunto 'brotam' em todas as regiões da cidade. Uma das mais antigas, com certeza, vem da Praça da Bandeira, ao lado da catedral, no 'coração' de Londrina. Segundo os fotógrafos Jovelino Rofino de Souza e Messias Bezerra, que trabalham ali há mais de 30 anos, o caso é crônico. ''Os funcionários da limpeza estiveram aqui ontem (segunda-feira), mas tiraram apenas a sujeira que fica por cima. Tenho certeza que na primeira chuva a água vai empoçar novamente. Isso acontece há 15 anos'', disse Souza.
Seu colega de trabalho acredita que nem o caminhão limpa-bueiro será capaz de desentupir as galerias após tanto tempo: ''Acho que vão ter que quebrar tudo por aqui''.
Outro local que também merece atenção do poder público fica na esquina das ruas Olinda e Paes Leme, em frente ao Zerão. Ali há três bueiros, dos quais um totalmente aberto. Para que ninguém caia dentro, foram colocados galhos secos como alerta. Os outros dois estão com as tampas de concreto quebradas. Num deles isso já não é mais um risco porque o lixo alcançou o leito da rua.
No mês passado, o secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, havia dito que buscaria apoio dos deputados da região para comprar mais caminhões limpa-bueiro. Ontem, ele disse que está idéia foi descartada porque as emendas ao orçamento da União são feitas somente no final do ano.
O encarregado pela limpeza de galerias pluviais, Celso Alves da Silva, disse que 70% dos 40 mil bueiros de Londrina estão entupidos e que sua equipe consegue desobistruir de 40 a 50 por dia. ''O resultado tem sido satisfatório em relação ao equipamento e funcionários que dispomos'', justificou.