O Corpo de Bombeiros de Campo Mourão levou duas horas para retirar, anteontem à noite, 20 pessoas que ficaram presas num brinquedo do Parque de diversões Patinhas Park, instalado no Parque de Exposição da cidade, onde está sendo realizada a 20ª Exposição-Feira Agropecuária, Comercial e Industrial (Expocampo). O brinquedo, chamado ‘‘Super loops’’, dá voltas de 360 graus na posição vertical, deixando as pessoas de cabeça para baixo.
O brinquedo quebrou pouco antes das 21h30 e as últimas pessas só conseguiram sair das cabines já perto da meia-noite. Sete homens do Corpo de Bombeiros participaram da operação. Como a guarnição de Campo Mourão não conta com o equipamento chamado ‘‘alto lançador aéreo’’, foi usado um caminhão da Copel. O ‘‘Super loops’’ tem 22 metros de altura e algumas pessoas chegaram a ficar a 20 metros do chão, quase de cabeça para baixo. Ninguém se feriu.
‘‘Como ninguém chegou a ficar totalmente de cabeça para baixo, não houve risco de contenção de sangue na cabeça, que era a nossa maior preocupação’’, disse o comandante do Corpo de Bombeiros, tenente Fernando Luiz Grummt. Segundo ele, a operação, inédita na cidade, foi complicada, mas sem maiores problemas. Não houve pânico do público.
O camandante disse que se não fosse o veículo da Copel o resgate teria que ser feito com cordas. ‘‘Não temos esse tipo de equipamento porque ele seria de pouco uso’’, explicou o comandate dos bombeiros. A guarnição mais próxima com o ‘‘alto lançador aéreo’’ está em Maringá, a 90 quilômetros de Campo Mourão. As pessoas foram retiradas de duas em duas do brinquedo e o público que acompanhou a operação aplaudiu os bombeiros no fim dos trabalhos.
De acordo com a direção do parque, o brinquedo travou devido a um problema numa ‘‘rodinha’’. ‘‘Temos esse brinquedo há cinco anos e nunca houve problemas antes’’, disse Djovane Weisheiner, filho do proprietário do parque. Ele ajudou os bombeiros no resgate das 20 pessoas. O ‘‘Super loops’’, de fabricação norte-americana, é a principal atração do parque, que é de Cascavel. O brinquedo foi interditado. ‘‘Teremos um bom prejuízo’’, lamentou Weisheiner.
Das 20 pessoas que estavam no brinquedo na hora do acidente, 13 eram menores de idade. O mais novo era Fábio Coutinho Jort, 10 anos. ‘‘Não tive medo, mas foi muito ruim porque fiquei desajeitado. Tive dor de cabeça e nas costas’’, contou. A mãe dele, Maria Aparecida Jort, estava vendo o filho no ‘‘Super loops’’ quando o brinquedo quebrou. ‘‘Levei um susto, mas como vi que ele estava bem e que os bombeiros chegaram rápido, mantive a calma’’, disse.
Segundo Evando de Oliveira, 15 anos, que também estava no ‘‘Super loops’’, o brinquedo deu cinco voltas antes de parar, de repente. ‘‘Pensei que ele tinha freado de propósito’’, afirmou. O ‘‘Super loops’’, no entanto, não deve mais funcionar até o fim da Expocampo, amanhã. Andar no brinquedo custa R$ 2,00.

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