Brincar é preciso
Não existe uma criança em todo o mundo que não queira ou não goste de brincar. E isso é um direito dela. Tanto é que há 15 anos uma data foi instituída para lembrar sobre essa importância, 28 de maio. Mais que reforçar esse direito na infância, o Dia Mundial do Brincar também é uma oportunidade para a sociedade promover atividades que visam o resgate das brincadeiras, em especial as livres, ou seja, sem o intermédio de adultos.
"O brincar deve ser visto como algo que interfere no desenvolvimento infantil. É brincando que a criança aprende a controlar as emoções, a compreender o mundo em que vive e o respeito entre as pessoas, além de interagir com outras crianças", explica a pedagoga, psicóloga e terapeuta familiar, Marta Silene Ferreira Barros, que coordena a Ludoteca da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Para ela, o desenvolvimento humano e da personalidade acontece principalmente na fase dos 0 aos 5 anos, quando o brincar é a atividade principal. "Vivemos em uma sociedade que cada vez mais desapropria esse direito. Na maioria das vezes, as crianças ficam aprisionadas em casas, apartamentos e shoppings. Brincar livremente é o elemento propiciador do desenvolvimento cognitivo, motor, social e afetivo", completa.
"É fundamental que os adultos garantam esse direito. A rotina é atribulada, mas cabe a nós, pais, educadores, família e cidadãos, ficar atentos às experiências e valores que contribuirão para a formação de nossas crianças", ressalta Vanderlúcia da Silva, coordenadora de parcerias e projetos da Rede Marista de Solidariedade.
É um espaço organizado em função da criança. Possui uma grande diversidade
de brinquedos, jogos, livros e outros materiais lúdicos (que estimulam o brincar)
Relaciona-se à aquisição de conhecimento (cognição). Envolve fatores diversos como o pensamento, a linguagem, a memória e o raciocínio
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





