Brincadeira quase acaba em tragédia
Uma brincadeira de jovens que quase acabou em tragédia, deixou o estudante de Educação Física Álvaro José Gonçalves, 29 anos, mais de 10 anos longe de qualquer tipo de recreação na água. Residindo em Londrina há três anos, ele conta que mesmo quando morava perto da praia, só molhava os pés e quando a água chegava aos joelhos voltava para a areia.
Gonçalvez quase se afogou quando tinha 18 anos, em uma praia de Salvador, em companhia de amigos.''Entramos todos juntos na água e quando vimos estávamos longe demais da praia, achei que fosse morrer'', diz o rapaz, que não sabe como se salvou, apenas se lembra que afundou e, em seguida, acordou próximo da margem.
O trauma de água só começou a ser quebrado há cerca de seis meses com aulas de natação no Centro Aquático da Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel). Aulas que ele frequenta penosamente e que só faz por obrigação da profissão escolhida. Ele admite que se não fosse pelo curso, não estaria nas piscinas. ''É uma barreira que eu preciso quebrar para seguir na profissão'', afirma.
Por conta do trauma, o desempenho do professor nas piscinas, por enquanto, é tímido. Em meio ano de aulas Gonçalves ainda não sabe nadar, mas já aprendeu a flutuar de bruços. ''Falo com minha professora para ela trabalhar mais o lado psicológico, pois falar para eu fazer não adianta que eu não faço mesmo'', diz. (A.S.)





