Brigas com pastor pararam na polícia
A telefonista Luciane Belich registrou uma ocorrência contra o pastor Carlos Ribeiro de Almeida. Ele foi acusado por Luciane de agressão no dia 28 de maio. Almeida negou e declarou à polícia que não conhecia a mulher. A pancada no braço esquerdo de Luciane foi atestada em laudo de lesões corporais. No dia 17 de junho, nova confusão. Luciane disse no 1º Distrito Policial (Centro) que foi ameaçada pelo pastor com uma tesoura, fato que Almeida novamente negou que tenha ocorrido.
O pai de Luciane, Rubens Belich, comprou uma briga pessoal com outro pastor da Universal, Flávio Tavares, que seria o responsável pelas sessões de exorcismo. Tanto Tavares como a enfermeira Maria Bueno são acusados pelo pai de Luciane de negligência. A Folha tentou ouvir o responsável pela Universal no Paraná, o deputado estadual e pastor Edson Praczyk (PL).
De acordo com o chefe de gabinete do parlamentar, Paulo Ronaldo de Andrade, o deputado estava em reunião na Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa e não teria tempo de responder as perguntas na tarde de ontem. Praczyk deverá fazer um pronunciamento oficial na tarde de hoje, segundo Andrade. A outros veículos de comunicação que o entrevistaram durante a semana, o deputado disse que Luciane perdeu a vida porque cometeu suicídio tomando substâncias venenosas. O exame toxicológico feito em Luciane no Instituto Médico Legal (IML) ainda não foi concluído. (D.V.)

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