Um incêndio iniciado por volta das 19 horas de anteontem no aterro sanitário de Londrina (zona leste), levou o Corpo de Bombeiros a trabalhar durante toda a noite e dia de ontem no local. De manhã o fogo já estava controlado, mas as chamas continuavam por causa das cinzas e da alta temperatura que permanecia sob os entulhos. Depois do meio-dia, a ação dos bombeiros para o resfriamento da área. Ontem de manhã a fumaça causada pelo incêndio era visível em vários pontos da cidade.
Segundo o tenente Ezequias de Paula Natal, relações-públicas do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros, até o início da tarde pelo menos 150 mil litros de água já tinham sido usados. ‘‘Existem no local vários materiais que pegam fogo facilmente, como papel e borracha. Além disso a decomposição da matéria orgânica libera gases inflamáveis’’, explicou o tenente. Ele calcula que os trabalhos no local deverão durar mais um ou dois dias, período em que ainda vai permanecer a fumaça e o vapor.
A diretora técnica da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Sílvia Saadjian, afirmou que muito provavelmente o incêndio foi criminoso, motivado por brigas entre os garimpeiros de lixo. Ela explicou que, entre as várias mudanças que estão sendo promovidas na área, está a cobertura do lixo, para evitar problemas como mau-cheiro e a presença de aves como urubus. Com a pouca oferta de lixo, os grupo de garimpeiros estariam brigando entre si.
‘‘Dentro de 15 dias esperamos ter recoberto todo o lixo, transformando o lugar em um aterro sanitário de fato. As pessoas que trabalham lá estão muito agitadas com isso’’, disse. Segundo ela, providências estão sendo tomadas para oferecer alternativas de renda às famílias que perderão seu ganha-pão. Uma delas são as cooperativas de reciclagem de lixo. ‘‘Existe projeto para expandir as cooperativas, mas isso depende da expansão da coleta de lixo seletivo, e é preciso verba’’
Além do fim do lixo a céu aberto a AMA está providenciando o fim da lagoa de chorume, a colocação de mais dutos de gás e remodelação das montanhas de lixo, entre outras medidas. Ontem à tarde a promotora de Defesa do Meio Ambiente, Luciana Lepri Moreira, visitou o aterro para fazer ‘‘análise técnica dos problemas do local’’.
Por volta das 16 horas de ontem, o Corpo de Bombeiros também foi acionado para apagar um incêndio em uma propriedade rural atrás da pedreira no bairro Cafezal (zona sul). Duas viaturas atenderam a ocorrência, que atingiu duas áreas distintas da fazenda. No início da noite, o incêndio já havia sido controlado.
Em Santa Mariana (16 km a leste de Cornélio Procópio), uma área de 45 alqueires foi destruída em pouco menos de três horas. O fogo começou às 15 horas e atingiu plantações de milho e arroz, além de 22 alqueires de uma mata nativa da Fazenda Guaicurus, no distrito de Quinzópolis. Corpo de Bombeiros de Bandeirantes e Cornélio Procópio atenderam a ocorrência e, com ajuda de funcionários da propriedade e de fazendas vizinhas, controlaram o fogo com um extenso acero. A causa do acidente foi uma queimada irregular em uma propriedade vizinha que, segundo o Corpo de Bombeiros, se alastrou com os fortes ventos. (Colaborou Lúcio Flávio Moura).

mockup