Briga no segundo turno promete ser dura
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quinta-feira, 25 de abril de 2002
Emerson Dias Reportagem Local 
O segundo turno das eleições 2002 para reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), marcado para 14 de maio, promete uma briga acirrada entre Lygia Pupatto e Carlos Appoloni. Como o total dos votos registrou diferença de apenas 0,42% entre os dois candidatos, a disputa pelos eleitores do terceiro colocado, César Caggiano, se transformou uma das principais metas das duas chapas.
A eleição foi realizada anteontem e a apuração das 44 urnas terminou às 2h45 de ontem. Além de disputada, a contagem dos votos foi longa e cansativa, tanto para os candidatos quanto para as cerca de 200 pessoas que acompanharam o trabalho dos 28 escrutinadores. A divulgação dos resultados parciais, apresentados em um telão instalado no Centro de Educação Física (CEF), foi comemorada a cada urna aberta.
Com um percentual de 23,51% dos votos, Lygia terminou em primeiro lugar, seguida de perto por Appoloni, com 23,09%. Caggiano teve boa votação entre os 2.926 técnicos e funcionários da UEL (9,94%) que participaram da eleição, mas ficou em último lugar com 15,20%.
Para os que estão no segundo turno, o apoio de Caggiano (que também é presidente do Sindicato dos Professores - Sindprol) será crucial para definir o futuro reitor da UEL. Já fizemos contato com o grupo de César e esperamos o seu apoio. Temos vários pontos em comum nas propostas institucionais, principalmente ligadas a uma universidade independente de estrutura partidária, alfinetou Appoloni, lembrando que a adversária possui experiência política no currículo como vereadora de Londrina pelo PT.
Lygia, que também passou a tarde de ontem avaliando os números conquistados no primeiro turno, fez a mesma afirmação sobre a possível parceria com Caggiano. Nossa postura é muito próxima da dele, tanto que conquistamos boa quantidade de votos entre os funcionários. Agora é uma campanha com duas posturas opostas e vamos conseguir votos no corpo a corpo, disse a Lygia, enquanto tentava agendar um encontro com o candidato derrotado para esta manhã.
Ontem, Caggiano participou de reuniões na UEL e na sede do Sindprol. Ele evitou comentários sobre as pretensões do seu grupo, mas disse respeitar a postura da comunidade universitária diante do resultado da eleição. Durante a madrugada, enquanto observava os números finalizados pela apuração, disse que ainda era cedo definir quem receberá apoio. Antes de qualquer passo, irei sentar com a equipe para tomar uma postura tranquila e com muita transparência, despistou.


