Giovani Ferreira
De Curitiba
O aprofundamento dos poços do Aquífero Karst, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, pode ser a solução para os problemas ambientais enfrentados pelos agricultores do município. A Câmara Técnica do Karst está estudando essa possibilidade, como forma de amenizar os reflexos no meio ambiente e acabar com uma briga judicial entre moradores de Colombo e a Sanepar, responsável pela exploração do aquífero.
De acordo José Nicácio Strapasson, presidente da Associação dos Produtores Agrícolas de Colombo (Apac), uma das entidades que está endossa a ação judicial contra a exploração do Karst, explicou que o aprodundamento dos poços, pode diminuir o impacto ambiental. Lembrou, que a exploração superficial, como vem sendo feito hoje, vem prejudicando os produtores desde 1997, quando a Sanepar iniciou os trabalhos.
Outra questão colocada por Strapasson, que também faz parte da Câmara Técnica, é que com o aprofundamento pode-se atingir uma área com maior reserva de água. Com o nível atingido hoje pela exploração,existe uma estimativa que água dure aproximadamente 8 anos. Com o aprofundamento, a reserva deve dar para abastecer a população de Colombo (160 mil habitantes) por 28 anos, acrescentou Strapsson.
A Câmara Técnica, que reuniu-se no final da semana passada para discutir o assunto, volta a encontrar-se em 10 dias para definir alguma coisa sobre o futuro do Karst. Uma equipe de negociadores está analisando a viabilidade da proposta. A princípio a solução está agradando todos os integrantes da Câmara Técnica, composta por ambientalistas, produtores rurais, moradores de Colombo e funcionários públicos municipais e estaduais ligados às questões ambientais.

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