Briga ganha um tom pessoal
''Abra! Abra! Abra!'' Diante deste surpreendente pedido dos manifestantes, os funcionários de uma farmácia no Calçadão relutaram bastante antes de erguer as portas, com medo do que poderia acontecer. Ao abrir, receberam aplausos. Apenas as farmácias puderam permanecer abertas, desde que não pertencessem à rede Vale Verde, em uma clara manifestação de que a briga já não era mais apenas entre os camelôs e a Acil, mas estava partindo também para o lado pessoal. Rubens Augusto, presidente da Acil, é também proprietário da rede de farmácias retaliada. A Polícia Militar (PM) precisou inclusive intervir em uma unidade na Leste-Oeste, para evitar que o tumulto que se formava em frente à farmácia resultasse em maiores danos. ''Vale Verde não!'', entoaram os manifestantes em várias ocasiões.
A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) criticou as ameaças e ataques específicos dos camelôs contra a pessoa do presidente da entidade, Rubens Augusto, e contra as farmácias de sua propriedade. ''São um grande engano e erro porque todas as iniciativas da Acil são tomadas pela entidade, com a aprovação de toda a diretoria'', apontou a assessoria de imprensa. Por segurança, as quatro farmácias da rede que funcionam no Centro não abriram ontem.
A Acil comentou que há bastante tempo pede ações contra a ilegalidade no comércio. ''E o foco real, principal, são os camelôs e os camelódromos'', destacou a assessoria, completando que a Acil procurou a Promotoria Federal para que fossem tomadas medidas ante o crescimento acelerado dos camelódromos por toda a cidade. Hoje, seriam 12 empreendimentos em funcionamento.
Sobre o apoio do Executivo aos ambulantes, a Acil questionou: ''Será que a Prefeitura é contra a ilegalidade ou não?'' E ainda criticou o fato de o prefeito ter reclamado da Acil por causa da realização do protesto contra a violência ''Chega de Luto'', realizado no dia 5, quando as lojas foram fechadas por uma hora. ''O comércio está no segundo dia consecutivo com as lojas fechadas e vai para o terceiro. A Prefeitura não deveria ter a mesma postura hoje?'', cobrou a Acil. (Colaborou Luciano Augusto)





