Uma briga de gangues rivais dentro da Penitenciária de Campo Grande (MS) provocou a morte ontem de dois presos paranaenses. Antonio de Oliveira, 44 anos, e Júlio Cesar Madureira, 37, haviam sido transferidos de Piraquara para Campo Grande como alternativa para extinguir um dos maiores e mais violentos grupos que atuavam na Penitenciária Central do Estado (PCE). Segundo a diretoria do presídio em Campo Grande, os dois teriam invadido o ‘‘território’’ dos presos sul-matogrossenses.
Os dois foram mortos a facadas e pauladas durante uma confusão que começou pela manhã. Outros dois paranaenses, Wilson Huckey e Arnaldo da Silva, foram salvos a tempo pela segurança do presídio. Os dois presos que morreram estavam condenados por assalto e assassinato. Oliveira cumpria 76 anos de prisão, e Madureira, 26 anos.
Segundo o diretor da PCE, Divonsir Mafra, Oliveira e Madureira eram os mais perigosos da penitenciária. ‘‘O Antonio controlava tudo e era um dos principais traficantes dentro da unidade’’, afirmou Mafra. Ele contou que a permuta dos presos foi feita em novembro do ano passado, quando havia a iminência de uma rebelião entre os presos.
Vinte e seis presos da PCE foram remanejados para Londrina, Maringá, São Paulo e Campo Grande. Em troca, a PCE recebeu detentos dos outros Estados e municípios. De Campo Grande vieram seis. Divonsir Mafra não acredita que a morte dos detentos paranaenses possa provocar uma vingança contra os sul-matogrossenses que estão em Piraquara. ‘‘Todo mundo aqui deu graças a Deus quando o Antonio e o Júlio foram trocados’’, disse Mafra. O governo do Mato Grosso do Sul poderá custear o translado dos dois corpos para o Paraná.

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