Telma Elorza
De Londrina
Uma confusão e briga generalizada durante uma festa de casamento, na Associação dos Funcionários Municipais de Cambé, no Jardim Santo Amaro, em Cambé (13 km a oeste de Londrina), sábado à noite, resultou na morte do metalúrgico Valdir Jaques da Costa, 29 anos. Costa foi morto com um tiro no abdômen, disparado pelo menor O.M.O, 17 anos. O menor foi apreendido pela polícia e está em cela especial na delegacia local.
Ontem pela manhã o clima era de revolta no velório na casa da mãe da vítima, no Jardim São Francisco. Segundo os familiares de Costa, a confusão começou por volta das 22h30, com um grupo de adolescentes que teria entrado na festa sem ser convidado. ‘‘Foi um tumulto tão grande que não dá para saber como começou nem quem eram as pessoas que estavam brigando. Eu só vi uns adolescentes que ninguém conhecia e o Valdir tentando separar a briga, quando levou o tiro na barriga’’, contou o cunhado de Costa, Lourival Barbosa de Souza.
Segundo o pedreiro Otacílio Aparecido Jaques da Costa Neto, 38 anos, seu irmão era padrinho de casamento do noivo, Carlos Alberto dos Santos, e teria tentado apartar a briga para não atrapalhar a festa do amigo. ‘‘Eu não vi direito o que aconteceu, só vi aquele moleque atirando para tudo que é lado. Acertou o meu irmão e um outro rapaz na virilha’’, disse.
De acordo com Otacílio Costa, o episódio foi desesperador. ‘‘Tinha muitas crianças, famílias na festa. O moleque entrou no salão atirando e podia ter matado mais pessoas ali, além do meu irmão.’’ Otacílio diz que, quando o adolescente descarregou a arma, os familiares da vítima conseguiram imobilizá-lo até a polícia chegar. ‘‘A irmã do assassino ainda veio tentar fazer com que a gente o soltasse por ele ser menor. Mas por ser menor pode andar armado? Pode matar chefe de família?’, revolta-se.
Segundo o irmão, Valdir Costa tinha um filho de três anos. ‘‘Ele estava tão feliz esta semana. Tinha ganho um carro no bingo, domingo passado e com o dinheiro da venda tinha comprado uma casinha e já estava planejando como ampliá-la. Não é justo o que aconteceu com ele.’’ Os familiares tentaram socorrer o metalúrgico, mas ele não resistiu e chegou morto ao Hospital Evangélico em Londrina.
Segundo o delegado Nasser Salmen, que atendeu a ocorrência, O.M.O disparou cinco tiros de revólver Taurus calibre 38, que teria comprado há cerca de cinco meses. O menor não tinha passagem pela polícia. ‘‘Agora ele está à disposição do promotor’’, disse.

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