O presidiário Marcos Massarut, 33 anos, foi morto a golpes de estoque (arma improvisada) dentro da Prisão Provisória do Ahú, em Curitiba. O crime aconteceu no final da tarde de sábado, enquanto os detentos esperavam o horário do jantar. Adilson Marques dos Santos, de 24 anos, se apresentou como autor das estocadas, alegando vingança contra Massarut, que o teria denunciado por assalto. A vítima havia sido transferida da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, na última quinta-feira por problemas de relacionamento.
Massarut era natural de Jaguapitã (46 quilômetros ao norte de Londrina) e já tinha cumprido 10, dos 26 anos de pena. Ele foi condenado por latrocínio cometido na região de Maringá.
Esta foi a primeira morte registrada no Ahú em um ano. ‘‘Fomos pegos de surpresa’’, revela o diretor da Prisão Provisória do Ahú, João Krainski. Segundo ele, o crime ocorreu depois do banho de sol dos presos, após uma briga entre os presidiários. O autor ainda não foi julgado, mas está detido por assalto e homicídio, além do crime cometido anteontem.
A Prisão Provisória do Ahú tem capacidade para 350 detentos, mas segundo a Pastoral Carcerária, abriga o dobro de presidiários. A superlotação resultou em uma rebelião em julho do ano passado, quando 240 presos se amotinaram fazendo 10 agentes penitenciários de reféns. A rebelião durou 13 horas e os detentos reinvindicavam melhorias nas condições de tratamento e agilidade na revisão e julgamento nos processos criminais.
Nas sete unidades penitenciárias da região de Curitiba, Londrina e Maringá estão cerca de 3,1 mil presos que cumprem pena em regime fechado. Apreensão de armas improvisadas, como o estoque que matou Massarut anteontem, já virou rotina nessas unidades. Somente este ano na PCE 11 presos foram mortos depois de desentendimentos. A maioria a golpes de estoques.

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