Briga de entidades estudantis acaba na Câmara
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quinta-feira, 18 de março de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Representantes da entidade estudantil Força Jovem estiveram ontem à tarde, na Câmara de Vereadores, para pedir apoio a uma reivindicação: fazer com que a União Londrinense dos Estudantes Secundaristas (Ules) preste contas sobre suas finanças nos últimos cinco anos. Segundo o presidente da Força Jovem, Edmílson Costa, os estudantes querem saber aonde a Ules aplica os recursos oriundos da renda das carteirinhas de meia-entrada.
''Nós não vemos a Ules realizar nenhum projeto social, nenhuma atividade. Para onde vai esse dinheiro que é arrecadado?'', questionou Costa. ''No Cartório de 2º Ofício de Títulos e Documentos, o estatuto da Ules data de 1987. Por lei, o estatuto deveria ser atualizado anualmente'', apontou. A Força Jovem existe há quatro anos, mas foi legalmente constituída apenas no ano passado.
Félix Ribeiro (PPS) se comprometeu a preparar um ofício para ser enviado à Ules, requisitando informações. Os representantes da entidade foram também ao Fórum entregar ao Ministério Público um abaixo-assinado com dois mil nomes para que sejam tomadas medidas sobre o caso.
O presidente da Ules, Thiago de Abreu, rebateu as acusações. ''Qual a idoneidade de um cidadão que vai fazer acusações na Câmara sem antes procurar-nos?'' Segundo ele, a prestação de contas da Ules é realizada em congresso nacional e está registrada em Cartório.
Abreu também lembrou que a Ules só fica com R$ 1 da confecção das carteirinhas. Os R$ 4 restantes são repassados para os grêmios estudantis, União Paranense dos Estudantes Secundaristas (Upes) e nos custos de confecção. (Colaborou Adriana Savicki)


