Se o trabalho para mostrar para as famílias a importância da doação de órgãos requer calma, paciência e acolhimento, no momento em que há o ''sim'' dos familiares é a hora de agir com rapidez. O tempo é fundamental para salvar uma vida.
''A primeira coisa que fazemos quando a família aceita a doação é avisar a Central de Transplante para que ela providencie toda a logística para o transporte dos órgãos e também localize o paciente que irá receber a doação'', explica a enfermeira Érika Fernanda Bezerra.
O coração não pode ficar mais do que quatro horas sem bater. Este é o tempo limite para um transplante. ''Quando o órgão chega ao hospital, o paciente já está pronto para recebê-lo'', frisa a enfermeira.
Já o globo ocular suporta até seis horas antes de ser transplantado e as válvulas cardíacas aguentam até 15 horas. ''Todas as pessoas envolvidas no processo precisam estar bem treinadas para evitar que um órgão que pode salvar uma vida não chegue até este paciente'', coloca a psicóloga Miriam Tabuo.
Na região Norte do Paraná, são 13 Centros de Doação e Captação de Órgãos, com 285 leitos de UTI. Em Londrina, além da Santa Casa, Mater Dei e Hospital Infantil, estão autorizados também os hospitais Universitário (HU), Evangélico e do Coração.
Além da Cihdott da Santa Casa, existem outras 12 Comissões Intra-hospitalares na região. O Norte do Estado conta com cinco Centros de Transplantes de Córneas, quatro ósseos, dois de rim e um de coração e um de medula óssea.(L.F.C.)

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